segunda-feira, 14 de novembro de 2022

MIGUEL VEIGA (MIGUEL LUÍS KOLBACH DE VEIGA) - ADVOGADO DO PORTO - MORREU EM 2008 -14 DE NOVEMBRO DE 2022

 

Miguel Veiga

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Miguel Veiga
Nascimento30 de junho de 1936
Porto
Morte14 de novembro de 2016
CidadaniaPortugal
Alma mater
Ocupaçãoadvogado, político
Prêmios
  • Grande-Oficial da Ordem da Liberdade

Miguel Luís Kolback da Veiga (Porto, 30 de junho de 1936 — Porto, 14 de novembro de 2016[1]) foi um advogado e político português.

Formação e vida política

Licenciado pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, em 1959, fez carreira na advocacia. Em 1974, ao lado de Francisco Sá Carneiro, Joaquim Magalhães Mota, Francisco Pinto Balsemão e outros, foi um dos fundadores do Partido Popular Democrático (hoje PSD), vindo a ocupar os cargos de vice-presidente e de membro das suas primeiras Comissões Políticas e Conselhos Nacionais. Foi deputado à Assembleia Constituinte.[2] Não obstante o seu vínculo partidário, acabou por apoiar Mário Soares na primeira candidatura a Presidente da República (quando Soares voltou a recandidatar-se em 2006, procurou novamente o apoio de Veiga, que porém preferiu apoiar o candidato "laranja" Aníbal Cavaco Silva).[3] Na sua vida política, manteve sempre uma postura laica, republicana e social-democrata que, entre outros, considerava ser a verdadeira identidade reformista do PPD-PSD, com parte da sua génese nos republicanos da cidade do Porto.

Foi condecorado com o grau de Grande-Oficial da Ordem da Liberdade (9 de junho de 1994)[4], sendo também membro do Conselho das Ordens Honoríficas. Em 2007 foi agraciado pela Câmara Municipal do Porto com a Medalha Municipal de Mérito – Grau Ouro. No momento proferiu um extenso e emotivo discurso, intitulado Razão do Sentimento de Pertença ao Porto.[5]


Foi um dos principais signatários do Manifesto em Defesa da Língua Portuguesa Contra o Acordo Ortográfico de 1990, petição on-line que, entre Maio de 2008 (data do início) e Maio de 2009 (data da apreciação pelo Parlamento), recolheu mais de 115 mil assinaturas válidas[6].

Morreu a 14 de novembro de 2016, aos 80 anos.

Acusações de plágio

Miguel Veiga foi acusado de plágio por José António Saraiva. No livro Confissões, publicado em 2006, o ex-diretor do Expresso José António Saraiva revelou duas queixas de plágio que o levaram a suspender os artigos de opinião do advogado no semanário. Foi igualmente acusado de plágio pelo Professor João Sousa Dias e condenado, após publicar um texto da autoria deste mencionando-o apenas como referência bibliográfica, sem revelar que o copiava integralmente.[7]

Obras

  • Miguel Veiga et al., Francisco Sá Carneiro - 20 Anos depois, Lisboa, Gradiva Publicações, 2001, ISBN 9789726628187
  • Miguel Veiga, Um Advogado em Redor das Letras à Volta do Porto, Porto, Edições Asa, 2002, ISBN 9789724130439
  • Miguel Veiga, A Consciência Entre o Lícito e o Ilícito, Porto, Campo das Letras, 2004, ISBN 9789726108290
  • Miguel Veiga, Os Poemas da Minha Vida 2, Lisboa, Público, 2004, ISBN 9789728892166

Referências

Ligações externas

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