quinta-feira, 1 de agosto de 2024

SÃO PEDRO DE FINS - 1 DE AGOSTO DE 2024

 

Pedro de Fins

 Nota: Para outros significados de São Pedro Fins, veja São Pedro Fins (desambiguação).

São Pedro Fins, São Pedro de Fins, Fins, São Fins ou Sanfins é o orago de várias paróquias portuguesas, em especial na região do Minho, sendo um termo de origem obscura.[1] O orago comemora-se a 1 de Agosto.[2]

Jorge Cardoso e D. António Caetano de Sousa, autores do Agiológio Lusitano, cujo volume final foi publicado em 1744, consideram o termo equivocação que o povo fez, por ser o dia de São Félix Diácono, e o das cadeias de São Pedro Apóstolo. E que assim o advertiu o Arcebispo D. Rodrigo da Cunha, tendo o povo juntado Pedro, pelo Apóstolo, e Fins, por ser nome que antigamente se dava a São Félix; e, pela mesma razão, a residência que junto ao Minho têm os Padres da Companhia, é chamada de São Fins, por nela se conservar a cabeça do Santo Mártir Félix.[2]

O etnógrafo Moisés Espírito Santo admite uma explicação diversa para o termo. Para este autor, São Pedro Fins equivale a São Pedro dos Fens, cristianização da divindade pagã Baal Seiman, festejada no solstício de Verão; e o próprio uso de "São Félix" em Portugal seria uma corrupção erudita de Fins. Moisés Espírito Santo reconhece a existência de vários santos cristãos com esse nome, mas considera improvável que o termo se refira a qualquer um deles, por serem desconhecidos na região.[1]

Ver também


Referências

7 IRMÃOS MACABEUS - 1 DE AGOSTO DE 2024

 

Mulher com sete filhos

"O Martírio dos Macabeus"
1863. Por Antonio Ciseri, na igreja de Santa Felicità, em Florença.

A mulher com sete filhos foi uma mártir judia descrita em II Macabeus 7[1] e em outras fontes. Embora seu nome não tenha sido citado no texto bíblico, ela é chamada popularmente de Ana (Hannah),[2] Míriam[3] e Salomônia.[4]

II Macabeus

Pouco antes da revolta de Judas Macabeu (II Macabeus 8[5]), Antíoco IV Epifânio prendeu uma mãe e seus sete filhos e tentou forçá-los a comer carne de porco. Quando eles se recusaram, ele torturou e matou os filhos dela, um por um. O narrador menciona que "particularmente admirável e digna de elogios foi a mãe que viu perecer seus sete filhos no espaço de um só dia e o suportou com heroísmo, porque sua esperança repousava no Senhor" (II Macabeus 7:20[1]). Cada um dos filhos proferiu um discurso antes de morrer e o último diz que seus irmãos "participam agora da vida eterna" (II Macabeus 7:36[1]). O narrador termina dizendo que a mãe morreu, mas sem dizer se ela foi executada ou se morreu de outra forma.

Tratado Gittin

O Talmude conta uma história parecida, mas a respeito da recusa de idolatrar um ídolo no lugar da recusa de comer carne de porco. O Tratado Gittin 57b cita o Rabi Judá dizendo que "isto é uma referência à mulher e seus sete filhos" e o rei não nomeado é chamado de "imperador" e "césar". A mulher se suicida nesta versão ("ela subiu num telhado e se atirou e morreu").[6]

Outras versões

Outras versões da história estão em IV Macabeus, que sugere que a mulher pode ter se atirado às chamas em 17:1,[7] e Josippon, que afirma que ela caiu morta sobre os cadáveres de seus filhos.[2]

Nome

"Coragem de uma Mãe".
1866. Gravura de Gustave Doré.

As diversas fontes propuseram variados nomes para a mulher. Nos "Lamentos de Rabbah", ela é chamada de "Míriam bat Tanhum",[3] na tradição da Igreja Ortodoxa, ela é conhecida como "Salomônia",[4] na Igreja Apostólica Armênia ela é chamada de "Shamuna"[8] e na Igreja Siríaca ela é chamada de "Shmuni".[9] Além disso, ela é chamada de Ana (Hannah) ou "Chana" em Josippon, provavelmente uma ligação da história dela com a de Ana no Livro de Samuel, que cita que uma «estéril deu à luz sete filhos» (I Samuel 2:5). Gerson Cohen lembra que este nome aparece apenas na versão espanhola mais longa de Josippon (1510) e não na versão mais curta mantuana, que se refere a ela de forma anônima.[2]

Legado

A mulher com sete filhos é lembrada em alta estima por sua firmeza ao ensinar os filhos a manterem a fé, mesmo à beira da morte. A história em Macabeus reflete um dos temas gerais do livro, o de que a "força dos judeus está na realização dos mitzvot na prática".[10]

É provável que Santo Hilário de Poitiers tenha se referido a esta mulher como uma profetisa. Diz ele: "Pois todas as coisas, como diz a profetisa, foram criados do nada",[11] que, segundo Patrick Henry Reardon, seria uma citação de II Macabeus 7:28.[1][12]

O apologista católico Jimmy Akin usa esta história para defender os livros deuterocanônicos. Ele examina Hebreus 11:35 ("uns foram torturados, não aceitando o seu livramento para alcançarem melhor ressurreição") e nota que esta esperança de vida eterna depois da tortura não é encontrado em lugar nenhum do Antigo Testamento protestante, mas está presente em II Macabeus 7,[1] um livro considerado canônico apenas pelos católicos.[13]

Segundo a tradição cristã antioquena, as relíquias da mãe e dos sete filhos foram enterrados numa sinagoga (depois convertida em igreja) no quarteirão de Kerateion de Antioquia.[2] Por outro lado, túmulos que se acredita serem destes mártires foram descobertos em San Pietro in Vincoli em 1876.[14] Há ainda mais um túmulo que se acredita ser da mulher e seus sete filhos no cemitério judaico de Safed, em Israel.

Santos Mártires Macabeus

Santos Macabeus
Santos Macabeus
Mártires
Nascimentoséculo II a.C.
Judeia (Israel)
MorteEntre 167 e 160 a.C.
Judeia
Veneração porIgreja Católica
Igreja Ortodoxa[15][16]
Festa litúrgica1 de agosto
 Portal dos Santos

Embora não sejam os mesmos monarcas hasmoneus chamados de "macabeus", a mulher e seus filhos, juntamente com Eleazar, descrito em II Macabeus 6,[17] são conhecidos conjuntamente como "Santos Macabeus" ou "Santos Mártires Macabeus" na Igreja Católica e na Igreja Ortodoxa.

Esta última celebra os "Santos Mártires Macabeus" em 1 de agosto. A Igreja Católica os inclui na lista de santos celebrados na mesma data. Desde antes do Calendário Tridentino, os Santos Macabeus tinham uma comemoração na liturgia do rito romano durante a festa de São Pedro Acorrentado. Esta comemoração permaneceu na liturgia dos dias da semana até o papa João XXIII, em 1960, suprimir esta festa de São Pedro. Nove anos depois, 1 de agosto tornou-se o dia de Santo Afonso Maria de Ligório e a menção aos mártires macabeus desapareceu do Calendário Geral Romano, que, desde a revisão de 1969, não se admite mais comemorações.[18] Porém, como eles estão entre os santos e mártires reconhecidos no Martirológio Romano,[19] os Santos macabeus podem ser venerados por todos os católicos.

De acordo com a tradição ortodoxa, os filhos chamavam-se Abim, Antonius, Gurias, Eleazar, Eusebonus, Alimus e Marcellus,[4] embora os nomes divirjam levemente entre as diferentes fontes.[20]

Os três livros etíopes de Meqabyan (canônicos na Igreja Ortodoxa Etíope, mas distintos dos outros quatro livros dos Macabeus) fazem referência a um outro grupo de "Mártires Macabeus", sem relação com estes, cinco irmãos chamados "Abya, Seela e Fentos, filhos de um benjaminita chamado Macabeu, que foi capturado e martirizado por liderar uma guerrilha contra Antíoco Epifânio".[21]

Várias peças de mistério na Idade Média retrataram os mártires macabeus e representações de seu martírio provavelmente deram origem ao termo "macabre", provavelmente derivado do termo latim "machabaeorum".[22]

Ver também

O tema da mulher e seus sete filhos aparece também na história de duas outras santas cristãs:

Referências

  1. ↑ Ir para:a b c d e «II Macabeus 7». Bíblia Ave Maria
  2. ↑ Ir para:a b c d Cohen, Gerson D. Jewish Virtual Library. Hannah and Her Seven Sons (em inglês). [S.l.: s.n.]
  3. ↑ Ir para:a b Ilan, Tal. Jewish Women's Archive. Hannah, Mother of Seven (em inglês). [S.l.: s.n.]
  4. ↑ Ir para:a b c «Seven Holy Maccabee Martyrs» (em inglês). Antiochian Orthodox Christian Archdiocese of North America
  5. ↑ «II Macabeus 8». Bíblia Ave Maria
  6. ↑ Talmude Babilônio: Tratado Gittin Folio 57.
  7. ↑ «IV Macabeus» (em inglês)
  8. ↑ «Commemoration of the Maccabees, Sts. Eleazar the Priest, Shamuna and her seven Sons» (em inglês). Diocese of the Armenian Apostolic Church in Georgia
  9. ↑ The Women's Bible Commentary. [S.l.]: Westminster John Knox Press. 1998. p. 324
  10. ↑ Grintz, Yehoshua M. Jewish Virtual Library. Maccabees, Second Book of (em inglês). [S.l.: s.n.]
  11. ↑ Hilário de Poitiers. Da Trindade. Livro IV, 16.
  12. ↑ Patrick Henry Reardon. Creation and the Patriarchal Histories: Orthodox Christian Reflections on the Book of Genesis. Conciliar Press, 2008. pp.34-35.
  13. ↑ James Akin, Defending the Deuterocanonicals
  14. ↑ Taylor Marshall, The Crucified Rabbi: Judaism and the Origins of the Catholic Christianity (Saint John Press, 2009), p. 170. (em inglês)
  15. ↑ «Οἱ Ἅγιοι Ἑπτὰ Μακαβαίοι]. 1 Αυγούστου. ΜΕΓΑΣ ΣΥΝΑΞΑΡΙΣΤΗΣ» (em grego). Great Synaxaristes
  16. ↑ «7 Holy Maccabee Martyrs» (em inglês). Orthodox Church in America
  17. ↑ «II Macabeus 6». Bíblia Ave Maria
  18. ↑ "Calendarium Romanum" (Libreria Editrice Vatican, 1969), p. 132
  19. ↑ "Martyrologium Romanum" (Libreria Editrice Vaticana, 2001 ISBN 88-209-7210-7)
  20. ↑ No site da Igreja Ortodoxa Russa de Baltimore, eles aparecem como "Habim, Antonin, Guriah, Eleazar, Eusebon, Hadim (Halim) e Marcellus." «The Seven Holy Maccabean Martyrs» (em inglês). Igreja Ortodoxa Russa de Baltimore
  21. ↑ 1 Meqabyan 2:1-2 e 3:28, Standard English Version
  22. ↑ O Shorter Oxford English Dictionary (5ª edição; 2002) afirma que a origem de "macabre" seja provavelmente uma referência a "uma peça milagrosa sobre o as

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