sexta-feira, 19 de abril de 2019

ANO 2768 DA ERA NABONASSAR - 19 DE ABRIL DE 2019

Calendário de Nabonassar

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Calendário de Nabonassar ou Era de Nabonassar é um calendário que se baseia no início do reinado de Nabonassar, fundador do reino da Babilônia.[1] Este calendário é de grande importância para a astronomia,[1] e foi usado por Hiparco, Ptolomeu.[1][2] Censorino e outros.[2]
As observações dos eclipses, coletadas por Calístenes durante as campanhas de Alexandre, utilizavam esta data como referência.[1][3] O cânone dos reis, também chamado de cânone matemático,[Nota 1] preservado nos trabalhos de Ptolomeu, tem como base este calendário.[1]
A época deste calendário pode ser estabelecida com boa precisão por causa dos vários fenômenos astronômicos registrados por Ptolomeu, e corresponde ao meio-dia da quarta-feira,[1] do dia 26 de fevereiro de 747 a.C..[1][4][2] O ano deste calendário é o ano egípcio.[1][2] Pela diferença entre o ano egípcio, de 365 dias, e o ano do calendário juliano, a conversão entre as datas pode não ser exata, a menos que se tenha informação sobre o mês e o dia.[1]
O gregos de Alexandria adotaram este calendário, com anos de 365 dias, porém após a reforma do calendário por Júlio César, eles passaram a adotar a intercalação de um dia nos anos bissextos.[1]

Notas e referências

DIA MUNDIAL DA BICICLETA - 19 DE ABRIL DE 2019

Dia Mundial da Bicicleta

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O Dia Mundial da Bicicleta é no dia 3 de junho. Foi aprovado em 12 de abril de 2018 como um dia oficial de conscientização sobre os vários benefícios sociais de usar a bicicleta para transporte e lazer das Nações Unidas.[1][2] Após o anúncio, o Secretário Geral da Federação Europeia de Ciclistas, Bernhard Ensink, declarou, "andar de bicicleta é uma fonte de benefícios social, econômico e ambiental – e isso é aproximar as pessoas. WCA (World Cycling Alliance) e a FEC estão extremamente felizes com esta declaração. Esta declaração da ONU é um reconhecimento da contribuição de ciclismo para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável".

Campanha[editar | editar código-fonte]

Leszek Sibilski liderou uma campanha para promover uma Resolução da ONU para o Dia Mundial da Bicicleta, eventualmente, ganhando o apoio de Turquemenistão e outros 56 países.[3] O logotipo do Dia Mundial da Bicicleta foi projetado por Isaac Feld e a animação complementar foi feita pelo Professor John E. Swanson[4][5][6][7]. Ela retrata ciclistas de vários tipos pedalando ao redor do mundo. No fundo do logotipo está a hashtag#June3WorldBicycleDay[8] (em português, #3DeJunhoDiaMundialDaBicicleta).[9] A mensagem principal é mostrar que a bicicleta pertence e serve a toda a humanidade.

Referências[editar | editar código-fonte]

ERNESTO MELO E CASTRO - nasceu em 1932 - engenheiro - 19 de Março de 2019

E. M. de Melo e Castro

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E. M. de Melo e Castro
Nome completoErnesto Manuel Geraldes de Melo e Castro
Nascimento1932
Covilhã, Portugal
NacionalidadePortugal Português
CônjugeMaria Alberta Menéres
OcupaçãoEngenheiro, poeta, ensaísta, escritor, artista plástico
PrémiosGrande Prémio de Poesia Inaset – Inapa (1990);
Magnum opusIdeogramas (1962)
E. M. de Melo e Castro, nome literário de Ernesto Manuel Geraldes de Melo e Castro ComIH (Covilhã, 1932), é um engenheiro, poeta, ensaísta, escritor e artista plástico português.
Figura multifacetada, autor de uma obra caracterizada pela construção de experiências com vários materiais e vários média, a ação de E. M. de Melo e Castro foi particularmente marcante na emergência da poesia experimental em Portugal.

Biografia / Obra[editar | editar código-fonte]

Filho de Ernesto de Campos Melo e Castro (Covilhã, 1896 — Covilhã, 1973; Comendador da Ordem da Instrução Pública, 1955). Foi casado com a escritora Maria Alberta Menéres e é pai da cantora Eugénia Melo e Castro. Licenciatura em engenharia têxtil pela Universidade de Bradford (1956); Doutoramento em Letras pela Universidade de São Paulo (1998). Foi professor no Instituto Superior de Arte, Design e Marketing (IADE) e na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, Brasil.
Destaca-se como um dos pioneiros da Poesia Visual (concreta) em Portugal. Ideogramas[2] data de 1962 e reúne 29 poemas concretos, publicados sem qualquer introdução ou nota explicativa; este livro é considerado um marco fundador da Poesia Concreta e do Experimentalismo em Portugal. Participou no primeiro e foi um dos organizadores do segundo número da revista Poesia Experimental, em 1964 e 1966, respetivamente (Ver: Poesia Experimental Portuguesa). Entre as diversas antologias e suplementos em que colaborou, assinale-se a organização de Hidra 2[3] (1969) e Operação 1[4](1967).[5][6]
A prática poética de Melo e Castro "tem sido acompanhada por uma teorização sistemática sobre a linguagem e as tecnologias de comunicação. Na sua extensa obra cruzam-se múltiplas práticas e formas experimentais: a explosão grafémica e gráfica que combina a fragmentação da palavra com a espacialização da escrita alfabética e do desenho geométrico; o poema-objeto tridimensional e a instalação; a recombinação intermédia de escrita, som e imagem em movimento; a performance que inscreve a presença corporal, vocal e gestual do autor nas práticas sociais e técnicas de comunicação; a teorização do poema como dispositivo de crítica do discurso no universo saturado dos média". Figura marcante no contexto artístico português dos anos de 1960 e 1970, nas décadas que se seguiram tem-se dedicado a investigar e a espelhar no seu trabalho as relações entre a arte e o desenvolvimento tecnológico. Foi autor de um conjunto de obras pioneiras na utilização do vídeo e do computador na produção literária, que constituem uma "síntese da consciência autorreflexiva da ciência e da arte contemporânea" (na Universidade Aberta, nomeadamente, desenvolveu entre 1985 e 1989 um projeto de criação de videopoesia denominado Signagens).[6]
A sua prolífica atividade artística foi apresentada em numerosas exposições coletivas, em Portugal e no estrangeiro (entre as quais a histórica Alternativa Zero, 1977); realizou diversas exposições individuais (Galeria 111, Lisboa, 1965; Galeria Buchholz, 1974; Galeria Quadrum, 1978; etc.), espetáculos e happenings (Galeria Divulgação, 1975; Centro de Arte Moderna, Fundação Calouste Gulbenkian, 1985; etc.). Na sua atividade enquanto poeta e crítico publicou dezenas de livros (entre os quais a Antologia da Novíssima Poesia Portuguesa, 1959, em colaboração com Maria Alberta Menéres).[7]
Em 2006, o Museu de Arte Contemporânea de Serralves apresentou O Caminho do Leve, uma grande exposição retrospetiva da sua obra; da poesia concreta e experimental à infopoesia, passando pela videopoesia, sem esquecer a criação de imagens fractais, a mostra reuniu uma seleção de obras representativas de quase cinco décadas de trabalho. Em Coimbra, na sua exposição Do Leve à Luz (integrada no ciclo Nas Escritas PO.EX, 2012), apresentou 14 novos Videopoemas. [6][8]
A 10 de junho de 2017, foi feito Comendador da Ordem do Infante D. Henrique.[9]

Transgressão[editar | editar código-fonte]

"[...] para mim, trabalhar o verso, trabalhar a prosa, trabalhar o signo não verbal, quer com meios gráficos convencionais ou com meios tecnológicos avançados, faz parte de um processo total que eu chamo poiésis, isto é, a produção do artefato, a produção do objeto, mas do objeto novo, evidentemente. E é justamente nesta inovação, ou nos aspetos transgressivos em relação às normas estabelecidas para a produção de versos, de poemas em prosa ou até mesmo de poemas visuais, é na transgressão que, para mim, se encontra o ponto crucial dessa produção". E. M. de Melo e Castro, 2001[10]

Algumas obras[6][11][editar | editar código-fonte]

Tontura, 1962 (Ideogramas, pág. 25)

Poesia[editar | editar código-fonte]

  • Entre o Som e o Sul (1960)
  • Queda Livre (1961)
  • Mudo Mudando (1962)
  • Ideogramas (1962)
  • Objeto Poemático de Efeito Progressivo (1962)
  • Poligonia do Soneto (1963)
  • Versus-in-Versus (1968)
  • Álea e Vazio (1971)
  • Visão/Vision (1972)
  • Ciclo de Queda Livre (1973) – antologia
  • Concepto Incerto (1974)
  • Resistência das Palavras (1975)
  • Cara lh amas (1975)
  • Círculos Afins (1977) – antologia
  • As Palavras Só-Lidas (1079)
  • Re-Camões (1980)
  • Corpos Radiantes (1982)
  • Autologia: Poemas Escolhidos 1951-1982 (1983) – antologia
  • Entre o Rigor e o Excesso: um Osso (1994)
  • Finitos mais Finitos (1996)
  • Trans(a)parências – Poesia I, 1950-1990 (1990) – antologia; Grande Prémio de Poesia Inaset – Inapa, 1990
  • Enquanto Jactos e Hiatos (1994)
  • Algorritmos: Infopoemas (1998)

Ensaio[editar | editar código-fonte]

  • A Proposição 2.01 (1965)
  • O Próprio Poético (1973)
  • Dialéctica das Vanguardas (1976)
  • In-novar (1977)
  • As Vanguardas na Poesia Portuguesa do Século XX (1980)
  • PO.Ex: Textos Teóricos e Documentos da Poesia Experimental Portuguesa (1981; com Ana Hatherly)
  • Antologia de Textos Teóricos – Essa Crítica Louca (1982)
  • Literatura Portuguesa de Intervenção (1984)
  • Projeto: poesia (1984)
  • Poética dos Meios e Arte High Tech (1986)
  • Voos de Fénix Crítica (1995) – Prémio Jacinto do Prado Coelho, da Delegação Portuguesa da Associação Internacional dos Críticos Literários.

Videopoemas[editar | editar código-fonte]

  • Roda-Lume (1969, 1986)
  • Signagens (1985-1989)
  • Sonhos de Geometria (1993)
  • Navegações Fractais (2001)
  • Gerador de Universos (2005)

Publicações recentes (Brasil)[editar | editar código-fonte]

  • Antologia Efémera (2001)
  • Livro de Releituras e Poiética Contemporânea (2008)
  • Neo-Poemas-Pagãos (2010)
  • Quatro Cantos do Caos (2009)
  • O Paganismo em Fernando Pessoa (2010)
  • A Agramaticidade das Feridas do Coração (2011)
  • Poemas do É (2012)

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. ↑ «Sobre E.m. de melo e castro». Consultado em 24 de julho de 2016
  2. ↑ «Ideogramas». Arquivo Digital da PO.EX. Consultado em 24 de julho de 2016
  3. ↑ «Hidra 2». Arquivo Digital da PO.EX. Consultado em 24 de julho de 2016
  4. ↑ «Operação 1». Arquivo Digital da PO.EX. Consultado em 24 de julho de 2016[ligação inativa]
  5. ↑ Teixeira, Claudio Alexandre de Barros – "Erotografia poética de E. M. de Melo e Castro". Via Atlântica, São Paulo, N. 27, 301-314, junho 2015
  6. ↑ Ir para:a b c d Manuel Portela. «E. M. de Melo e Castro [Biografia]». Arquivo Digital da PO.EX. Consultado em 22 de julho de 2016
  7. ↑ A.A.V.V. – III Exposição de Artes Plásticas da Fundação Calouste Gulbenkian. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1986.
  8. ↑ Marcos Cruz. «Ernesto de Melo e Castro em Serralves». Diário de Notícias. Consultado em 22 de julho de 2016
  9. ↑ «Cidadãos Nacionais Agraciados com Ordens Portuguesas». Resultado da busca de "Ernesto Geraldes de Melo e Castro". Presidência da República Portuguesa. Consultado em 16 de fevereiro de 2018
  10. ↑ Lucilo Antônio Rodrigues. «A Poesia Digital de Melo e Castro». Consultado em 25 de julho de 2016
  11. ↑ «E. M. de Melo e Castro». Instituto Camões. Consultado em 22 de julho de 2016

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