Mário Centeno não é Ben Parker mas declarou num vídeo supostamente comemorativo do fim do resgate financeiro à Grécia que "com o controlo vem a responsabilidade". O tio do Homem-Aranha dizia que com o poder era a mesma coisa, e o tom paternalista do atual diretor do Eurogrupo teve o condão de unir gregos e troianos. Ninguém gostou. No Expresso Diário de hoje Maria Mórtágua, do Bloco de Esquerda, acusa Centeno de "branqueamento" e de ser igual ao seu antecessor, Jeroen Dijsselbloem, o vilão que acusou os país do sul da Europa (incluindo nós e os gregos) de gastarem "o dinheiro todo em copos e mulheres". O PCP diz que a saída limpa "é um embuste" e até o socialista João Galamba, considerou o vídeo do camarada Centeno "lamentável".
Pedro Queirós Pereira não era um herói mas foi uma personagem fundamental na guerra de titãs que levou ao fim do reinado de Ricardo Salgado no grupo BES. O Pedro Santos Guerreiro explica que foi PQP, que morreu este fim de semana em Ibiza na sequência de um ataque de coração, quem descobriu que o império de Salgado era, afinal, um esquema de "Ponzi". Como era apenas humano, fê-lo por interesse e não por bondade.
Santana Lopes não é Macron e o editor de política Vitor Matos explica porque é que a nova aventura do "Pedro" do PSD poderá trazer benefícios à esquerda e ao CDS. O PSD de Rui Rio tem muito perder, para além do próprio Pedro. Caso falhe, a Aliança "será o seu último flop". Daniel Oliveira também analisa o novo partido de Santana Lopes e considera que "há apenas uma derrotado com vontade de voltar à ribalta apesar das suas repetidas derrotas".
Rudolph Giuliani não devia estar a pensar em Akira Kurosawa quando declarou numa entrevista televisiva que a "verdade não é a verdade". Isto é, para o advogado de Donald Trump, a verdade do presidente dos Estados Unidos é "a sua versão da verdade". Trump "não tem pressa" em ser interrogado pelo conselheiro especial Mueller que há mais de um ano investiga a alegada interferência russa nas eleições que conduziram o empresário à Casa Branca. No clássico do cinema japonês "Rashomon ", os vários intervenientes num crime - o assaltante, a vítima e as testemunhas - contam a sua versão dos factos e mostram que a verdade não é só uma e varia com a perspetiva. Em política esta verdade não costuma dar bons resultados.
O PAOK de Salónica não é o Barcelona mas está entre o Benfica e a Liga dos Campeões. O especialista Tiago Teixeira explica porque é que temos de decorar os nomes de Pelkas e Prijovic. Para além de serem ótimos desbloqueadores de conversa, são os melhores jogadores dos gregos que jogam amanhã com o Benfica no estádio da Luz. Duvido que haja alguém em Portugal que saiba mais sobre o PAOK de Salónica e os seus momentos defensivos, ofensivos e de transição.
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