quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

OBSERVADOR - 360 º - 14 DE JANEIRO DE 2015

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Por David Dinis, Diretor
Bom dia!
Enquanto dormiaFoi lançada a primeira edição do Charlie Hebdo após os atentados de há precisamente uma semana e, diz quem já a viu, está cheia de sátira sexual, paródias de figuras religiosas (Maomé também) e, sim, de agradecimentos.
Ontem, na conferência de imprensa que antecedeu a publicação, o cartoonista do Charlie disse ter chorado quando terminou a capa e explicou o quão difícil foi chegar a uma escolha. Do Egito, recebeu um aviso: a principal autoridade islamita sunita disse que a imagem do profeta vai "incitar ao ódio".
A Sky News divulgou, pelo meio, um novo vídeo sobre aquela trágica manhã em Paris, mostrando a fuga dos dois terroristas - e o modo como dispararam sobre a polícia sem misericórdia.

Enquanto isso, o Estado Islâmico pôs a correr outro vídeo na internet, mostrando uma criança de cerca de 10 anos a executar dois alegados reféns russos. Os autores chamaram ao vídeo “A descoberta de um inimigo infiltrado”.

Na Alemanha, muitos milhares foram para a rua contestar a islamofobia de alguns setores da sociedade (e do espetro político), numa manifestação onde esteve também a chanceler alemã, Angela Merkel.

Informação relevanteA palavra Requalificação voltou a aparecer nas capas dos jornais, a propósito dos 600 trabalhadores da Segurança Social que vão ser postos neste programa. O ministro da Solidariedade foi ontem ao Parlamento explicar porque não vê aqui um despedimento, com os trabalhadores à porta, em contestação.
O Público diz esta manhã que há casos em que um trabalhador em requalificação pode ficar a receber menos do que se estivesse a beneficiar de subsídio de desemprego. Ontem, o vice-presidente do PSD disse esperar que mais ministérios acionem este mecanismo, mesmo em ano de eleições - antecipando-se já que300 professores (em horário zero) sejam lá colocados até ao fim do mês.

No DN, a manchete dá-nos conta de uma nova proposta doGoverno aos parceiros sociais, que cria incentivos à mobilidade dos desempregados, incluindo uma opção de deslocação temporária para longe da área de residência. Quanto aos novos estágios para desempregados com mais de 30 anos,devem chegar a 12 mil pessoas, nas contas do Negócios e Económico.

O Governo estará atento (mas ainda em silêncio) sobre aflexibilização das regras orçamentais na zona euro, ontem fixada pela Comissão Europeia - que descontarão o que for gasto em investimento público e na implementação de reformas estruturais, desde que cumprindo o limite de 3% para o défice. As primeiras análises vindas de Bruxelas anotam que França e - sobretudo - Itália sairão a ganhar. Por cá, o Diário Económico diz que Portugal ainda não, precisamente por causa deste limite, que só este ano deverá ser cumprido.

Há uma notícia a seguir na Saúde, uma morte nas urgências do Hospital Garcia de Orta, que está a ser investigada.

E outra a registar na Educação, um novo portal onde todos podem verificar, escola a escola, os respetivos resultados. Aqui, o Público anota que há três distritos com taxas de chumbo e desistência superiores a 40%: Bragança, Setúbal e Évora.
Nota também para o processo negocial de transferência de competências para as câmaras, onde verificámos que o Governo quer sobretudo dar mais poder aos diretores de escolas - e anotámos as principais mudanças propostas, algumas ainda contestadas pela Associação de Municípios.

No caso PT, a Ongoing já responsabiliza Zeinal Bava pelos investimentos perdidos na RioForte. Ontem, na comissão de inquérito ao BES, a ex-administradora financeira disse que foram Ricardo Salgado e Morais Pires quem empurrou a empresa de telecomunicações para o negócio - dizendo-se desapontada com ambos.
O presidente da assembleia-geral da PT pediu, entretanto, novos estudos sobre as possíveis consequências de uma eventual anulação da fusão com a Oi.

Deixo-lhe apenas mais duas notas dos jornais de hoje: Os nossos especiais"Eu sou ladrão. Não vale a pena. Fazer carteiras é um vício". A Sónia Simões foi falar com polícias e ladrões, fez fotos, registou furtos em vídeo, descobrindo famílias inteiras que se dedicam aos furtos de carteiras. Em Lisboa, o elétrico 28 é um ponto perigoso - "beware of pickpockets!".

Foi um sucesso, mas tanto sucesso porquê? Portugal conseguiu ontem emitir dívida a 30 anos com juros iguais aos que nos eram cobrados em 2012 para empréstimos a três meses. O Edgar Caetano ficou curioso e resolveu dar-nos pistas para percebermos até onde vai o nosso mérito e onde entram fatores externos.

Notícias surpreendentesIsto começa a ser intrusivo: depois do Google Maps e do Google Street, está aí o Indoor Maps - que nos leva até dentro dos edifícios. O novo serviço da gigante norte-americana chega hoje a Portugal e pode ser fascinante ou assustador (conforme estejamos ou não preparados para ele).

Gosta mais de trabalhar à noite? Então talvez tenha de ter uma palavrinha com estes investigadores britânicos e australianos. Dizem eles, depois de um estudo dito apurado, que os noctívagos desenvolvem características psicopatas, narcísicas e maquiavélicas. E têm tendência para relações furtivas e ocasionais.

Ah! Falando em relações ocasionais, descobrimos que já há quem faça profissão - e cobre bem - por aconchegar estranhos. Há até aplicações para procurar quem saiba abraçar. O Observador instalou uma e aventurou-se no mundo do cuddling, para lhe dizer como é.

Não termino sem lhe deixar um abraço amigo, daqui do Observador. Eu e a equipa desejamos-lhe um dia ótimo, produtivo e cheio de boa disposição.
Vá acompanhando as últimas por aqui, para estar bem atualizado.
Até já!
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