terça-feira, 3 de março de 2020

DIA DO COLÉGIO MILITAR - (PORTUGAL) - 3 DE MARÇO DE 2020

Colégio Militar (Portugal)

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Colégio Militar
Logotipo do Colégio Militar (Portugal) sem a frase "Fundado em 1803".jpg
PaísPortugal Portugal
CorporaçãoExército Português
SubordinaçãoComando da Instrução e Doutrina
MissãoEnsino Básico (1.º, 2.º e 3.º Ciclos) e Secundário
Criação1803
Aniversários3 de março
LemaServir
DivisaUm por todos, todos por um
Grito de GuerraZacatraz
História
CondecoraçõesOrdem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito
Ordem Militar de Cristo
Ordem Militar de Avis
Medalha de Serviços Distintos
Ordem Militar de Sant'Iago da Espada
Ordem da Instrução Pública
Logística
Efetivo614 alunos
Insígnias
Barretina:Barretina.png
Armas:BrasaoCM.jpg
Comando
ComandanteCoronel António Emídio da Silva Salgueiro
Sede
SedeLargo da Luz, Lisboa
EndereçoLISBOA
Internetwww.colegiomilitar.pt
O Colégio Militar CvTE • GCC • MHA • MOSD • MHSE • GCIP, situado em Lisboa, Portugal, é uma escola pública de ensino militar superior. Fundado em 1803 pelo Marechal António Teixeira Rebelo, funcionou até 2017/ 2018 em regime de internato masculino, sendo atualmente uma escola mista de externato e internato facultativo. Localização precisa no OSM
Alunos do Colégio Militar, em uniforme de gala
O Colégio Militar admite filhos de militares e de civis, a quem oferece o currículo escolar do Ministério da Educação, complementado pelas disciplinas obrigatórias de Instrução Militar, Equitação e Esgrima.

História[editar | editar código-fonte]

1803-2013[editar | editar código-fonte]

Marechal António Teixeira Rebelo, fundador do Colégio Militar.
O processo de criação do Colégio Regimental da Artilharia da Corte, também conhecido por Colégio da Feitoria, e que deu origem ao atual Colégio Militar, prolongou-se entre 1802 e 1803, tendo sido fixada, mais tarde, a data oficial de 3 de março de 1803 de modo a assinalar a efeméride.
Foi fundado pelo então Coronel António Teixeira Rebelo, comandante do Regimento de Artilharia da Corte sito no Forte da Feitoria, em Oeiras, com o objectivo de educar os filhos dos oficiais daquele regimento. Preocupado com a ocupação e educação das crianças e jovens familiares da sua guarnição e de civis da região, cria, desse modo, uma escola cujos agentes de ensino seriam os próprios militares do seu Regimento. Os alunos eram inicialmente cerca de vinte.
Em 1805, o Príncipe Regente, futuro D. João VI, manda conceder uma pensão aos educandos daquela escola; e, no ano seguinte, ele próprio visita as instalações da Feitoria, atraído pela fama do pequeno colégio, e ordena que seja aumentada aquela pensão e concedida uma gratificação mensal aos professores. Sempre interessado pelo colégio, o mesmo soberano confere, em 1807, um louvor a Teixeira Rebelo e aos seus colaboradores.
1807 é igualmente o ano em que Teixeira Rebelo deixa o comando do Regimento de Artilharia da Corte, sendo nomeado inspetor dos Corpos de Artilharia. O Governo, certamente interessado no prosseguimento da ação educativa de Teixeira Rebelo, autorizou-o a manter-se nas suas funções diretivas do Colégio, dando-se os primeiros passos para a autonomização da escola.
Em 1813, o colégio passa a ter existência oficialmente autónoma, adoptando a designação de Real Colégio Militar, com Teixeira Rebelo como diretor, entretanto promovido a Marechal de Campo.
O Real Colégio Militar foi transferido em 1814 do Forte da Feitoria para o edifício onde desde 1618 funcionara o Hospital de Nossa Senhora dos Prazeres, no sítio da Luz, em Lisboa, aí permanecendo até 1835.
Entre 1835 e 1859, o colégio mudou várias vezes de local (para o sítio de Rilhafoles, no centro de Lisboa, e para o Convento de Mafra). Em 1859 voltou para a Luz, onde ainda hoje se mantém. Desde essa época que os alunos do Colégio Militar recebem o epíteto de "Meninos da Luz".
Com a implantação da República em 1910, o colégio perdeu o título de "Real", passando a denominar-se Colégio Militar.[1]
Real Colegio Militar

Reforma de 2013[editar | editar código-fonte]

Em 2012, o Ministro da Defesa Nacional, José Pedro Aguiar-Branco, nomeou uma comissão para estudar a reestruturação das escolas militares não superiores - Colégio Militar, Instituto de Odivelas e Instituto dos Pupilos do Exército, com o objetivo de reduzir custos e aumentar eficiências na sua oferta educativa, aumentar a captação de novos alunos e promover a igualdade de género.[2][3]
Em 2013, por despacho ministerial, foi ordenada uma profunda reforma do Colégio Militar, a aplicar duma só vez pouco depois no início do ano letivo de 2013/2014, acompanhada da ordem de encerramento do Instituto de Odivelas no final do ano letivo de 2014/2015.[4]
Em setembro de 2013, cumprindo o despacho, o Colégio Militar pela primeira vez na sua história admitiu alunos do sexo feminino, bem como alunos para o 1.º Ciclo e alunos para todos os anos de escolaridade. Simultaneamente, foi reaberto o regime de externato, que já tinha sido experimentado e abandonado por diversas vezes na história da instituição. Foi também aberto concurso para um edifício de internato feminino que funcione a partir do ano letivo de 2015/2016 e receba as alunas internas do Instituto de Odivelas, que então encerrará definitivamente.[5]
O prazo de execução da reforma bem como algumas das suas bases foram contestados publicamente pelas associações de antigos alunos e de pais e encarregados de educação do Colégio Militar e do Instituto de Odivelas, por temerem a descaracterização das instituições e o fim de tradições centenárias.[5] O Ministro da Defesa Nacional respondeu aos pais por carta, reafirmando o investimento e a confiança na instituição.[6]
O ano letivo de 2014/2015 iniciou-se com 614 alunos, mais 174 que no ano anterior, incluindo 82 alunas que se transferiram do Instituto de Odivelas.
Em resultado da reforma de 2013, em apenas dois anos o Colégio Militar passou de internato masculino integral a uma escola em que um terço de alunos é do sexo feminino, e também um terço dos alunos dispensou o internato.[7]

Condecorações[editar | editar código-fonte]

O Estandarte Nacional do Batalhão de Alunos do Colégio Militar é o mais condecorado das Forças Armadas Portuguesas, pelo valor demonstrado por muitos dos seus antigos alunos, pelo reconhecimento da qualidade do ensino ministrado, e pelo público reconhecimento do cumprimento da sua missão.
Ostenta as seguintes insígnias nacionais ou militares:[8]
O Colégio Militar também recebeu as seguintes distinções locais ou particulares:
  • 1967 Medalha de Ouro e Bons Serviços do Concelho de Oeiras
  • 1985 Medalha de Honra da Cidade de Lisboa
  • 2003 Medalha da Cruz Vermelha de Benemerência
  • 2005 Medalha de Honra da Freguesia de Carnide
  • 2008 Colar de Honra de Mérito Desportivo
  • 2008 Troféu Olímpico do Comité Olímpico Português
  • 2015 Medalha de Ouro da Ordem do Mérito Conselheiro Thomaz Coelho (Brasil)

Caraterísticas[editar | editar código-fonte]

Código de Honra[editar | editar código-fonte]

O Código de Honra é um guia permanente do comportamento dos alunos do Colégio Militar. Está colocado em locais estratégicos das instalações, estando também cosido no interior de algumas peças do fardamento.
  1. Amar e honrar a Pátria
  2. Dignificar a farda que enverga
  3. Cultivar a disciplina
  4. Dedicar à sua formação todo o seu esforço e inteligência
  5. Ser verdadeiro e leal, assumindo sempre a responsabilidade dos seus atos
  6. Praticar a camaradagem sem denúncia nem cumplicidade
  7. Ser modesto no êxito, digno na adversidade e confiante face às dificuldades
  8. Ser generoso na prática do Bem
  9. Repudiar a violência, a delapidação e o despotismo
  10. Ser sempre respeitador, afável e correto[9]

Fardamento[editar | editar código-fonte]

Os alunos do Colégio Militar envergam um uniforme de gala de cor de pinhão (acastanhada), adotado em 1837 com base na cor tradicional dos uniformes dos Batalhões de Caçadores portugueses, e posteriormente modificado em 1870 e 1912. Do uniforme de gala destaca-se a barretina, adotada em 1866 com base no modelo então corrente no Exército Português, a qual se tornou no principal símbolo do Colégio Militar.
No ano letivo de 2009-2010, o fardamento para uso interno e desportivo foi redesenhado pela estilista nacional Maria Gambina, mantendo-se intocado o uniforme de gala.

Cerimónias e Tradições[editar | editar código-fonte]

O Colégio Militar celebra cerimónias e tradições, tanto oficiais como internas, que se repetem em cada ano letivo.
Dentre as cerimónias abertas a todo o público em geral, inclui-se a Abertura Solene do ano letivo, a incorporação dos novos alunos no Batalhão Colegial em 1 de dezembro e o Aniversário do Colégio Militar no dia 3 de março.
As tradições internas, destinadas a reforçar os laços de camaradagem entre alunos, incluem o grito de saudação "Zacatraz", e o uso do símbolo da barretina na lapela.

Abertura Solene do ano letivo[editar | editar código-fonte]

Geralmente realizada no final do mês de outubro, integra a saudação de boas-vindas aos novos alunos e a imposição de distinções por bons resultados escolares aos melhores alunos do ano anterior.

Aniversário do Colégio Militar[editar | editar código-fonte]

Esta comemoração é realizada durante os dois dias do fim de semana mais próximo do dia 3 de março, a data oficial da fundação do Colégio Militar em 1803. No sábado, decorre uma cerimónia de homenagem ao fundador, na presença de todo o Batalhão Colegial, nos Claustros do Colégio Militar. No domingo, o Batalhão Colegial realiza um desfile em público, geralmente descendo toda a Avenida da Liberdade, em Lisboa, terminando no Rossio, onde é de seguida celebrada missa em homenagem pelos ex-alunos já falecidos, na Igreja de São Domingos.

"Zacatraz"[editar | editar código-fonte]

O "Zacatraz" é o grito de saudação/homenagem dos alunos ou antigos alunos do Colégio Militar e é sinal da sua presença em eventos públicos ou reuniões privadas.
Usado como forma de homenagem, é declarado logo no início do mesmo a quem se destina, que tanto pode ser uma instituição como uma pessoa, (exemplo: "Pelo Prof. Dario"). O Zacatraz é entendido como algo não institucional, mas sim pertença dos alunos, e como tal possui a característica de só os alunos (ou ex-alunos) terem a capacidade de decisão de quando (e por quem) é que o Zacatraz é gritado.

Símbolo da Barretina na lapela[editar | editar código-fonte]

O símbolo da Barretina é usado na lapela de roupa civil por alunos, antigos alunos e sócios honorários da Associação dos Antigos Alunos do Colégio Militar.

Antigos alunos distintos[editar | editar código-fonte]

Estes são alguns antigos alunos do Colégio Militar que se distinguiram publicamente.[10][11][12]
Ver também a categoria: Alunos do Colégio Militar

Na presidência da República[editar | editar código-fonte]

  • Marechal Carmona (1869-1951), marechal do Exército, político, primeiro-ministro (1926-1928), Presidente da República (1926-1951)
  • Marechal Costa Gomes (1914-2001), marechal do Exército, Presidente da República (1974-1976)
  • Marechal Craveiro Lopes (1894-1964), marechal da Força Aérea, Presidente da República (1951-1958)
  • Marechal Gomes da Costa (1863-1929), marechal do Exército, político, Presidente da República (1926)
  • Marechal António de Spínola (1910-1996), marechal do Exército, administrador colonial, político, Presidente da República (1974)

Na política e administração pública[editar | editar código-fonte]

Nas forças armadas[editar | editar código-fonte]

Nas ciências[editar | editar código-fonte]

Nas artes[editar | editar código-fonte]

Nas letras e humanidades[editar | editar código-fonte]

No desporto[editar | editar código-fonte]

No comércio e indústria[editar | editar código-fonte]

Professores[editar | editar código-fonte]

Esta é uma lista de professores que lecionaram no Colégio Militar, com artigos próprios na Wikipédia:

Diretores[editar | editar código-fonte]

Esta é uma lista de diretores do Colégio Militar com entradas na Wikipédia, por ordem cronológica do ano em que assumiram a direção:

Toponímia[editar | editar código-fonte]

Os nomes do Colégio Militar, do seu fundador e de mais de 80 antigos alunos - todos com artigos na Wikipédia - perduram na toponímia (nomes de localidades e de arruamentos) por todo o mundo:[13]

Referências

  1. ↑ Matos, Alberto da Costa; et al.; coord. Jorge Alberto Gabriel Teixeira, Mário Margarido e Silva Falcão; fot. José Luís Braga(2003). História do Colégio Militar. Lisboa: Estado Maior do Exército. ISBN 972-97408-4-4
  2. ↑ Lusa/Sol (21 de março de 2012). «"Marçal Grilo vai liderar reforma do ensino militar"». Jornal Sol. Consultado em 20 de setembro de 2013
  3. ↑ Lusa (10 de setembro de 2012). «"Ensino militar regular concentrado no Colégio Militar até 2015"». Jornal Público. Consultado em 20 de setembro de 2013
  4. ↑ Despacho nº 4785/2013 do MDN
  5. ↑ Ir para:a b Joana Ferreira da Costa (25 de setembro de 2012). «"Querem matar o colégio Militar?"». Jornal Sol. Consultado em 20 de setembro de 2013
  6. ↑ Lusa (13 de setembro de 2012). «"Aguiar-Branco enaltece ensino militar em carta enviada aos pais dos alunos"». Jornal Público. Consultado em 20 de setembro de 2013
  7. ↑ «Associação dos Antigos Alunos do Colégio Militar»
  8. ↑ http://www.presidencia.pt/comandantesupremo/?idc=344&idi=13765
  9. ↑ «O Código de Honra do Aluno do Colégio Militar». Consultado em 21 de novembro de 2013
  10. ↑ http://www.lacm.org.pt/conheca-o-cm/outros-antigos-alunos-de-relevo/conheca-o-cm/outros-antigos-alunos-de-relevo
  11. ↑ Meninos da Luz – Quem é Quem II. Lisboa: Associação dos Antigos Alunos do Colégio Militar. 2008. ISBN 989-8024-00-3
  12. ↑ Matos, Alberto da Costa (2013). O Colégio Militar: berço de grandes portugueses. prefácio: José Alberto Loureiro dos Santos. Lisboa: Associação dos Antigos Alunos do Colégio Militar. ISBN 978-989-96104-0-8
  13. ↑ Matos, Alberto da Costa; prefácio: António dos Santos Ramalho Eanes (2009). O Colégio Militar na Toponímia Portuguesa. Lisboa: Associação dos Antigos Alunos do Colégio Militar. ISBN 978-989-96104-0-8

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