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POR MARTIM SILVA
Editor-Executivo
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| 10 coisas que tem de saber sobre os atentados |
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Vivemos dias negros e intensos e de raiva, Escolhi dez textos e ângulos e análises e abordagens e opiniões que neste Diário nos ajudam a perceber um pouco melhor o que aconteceu na noite de sexta-feira. E o que podemos esperar, cá dentro e lá fora, nos próximos tempos.
1. Segurança reforçada nos próximo grandes eventos em Lisboa Embaixadas e aeroportos com segurança reforçada. E serviços policiais e de informações olham ainda para outro tipo de eventos que podem representar situações de risco. No ano passado Portugal recebeu 56 pedidos de ajuda da Interpol e Europol.
2. Governo, mesmo em gestão, pode tomar decisões Nos próximos dias realiza-se um encontro europeu de ministros para se decidir que medidas podem ser tomadas. O facto de Portugal ter um governo de gestão não impede que o executivo possa tomar iniciativas.
3. Lúcia é o nome da mãe de Ismael Omar, o terrorista que se fez explodir no Le Bataclan As autoridades ainda não comprovaram se a mãe de Ismael Omar Mustefai tem documentação portuguesa. O The New York Times assegura que Lúcia é lusodescendente.
4. O pior pesadelo da polícia Sexta-feira assistimos a um novo tipo de atentado, mais próximo dos de Bombaim ou do Afeganistão, diferente de tudo o que até agora sucedera na Europa em matéria terrorismo.
5. O que sabemos até agora? As autoridades já conseguiram identificar sete terroristas envolvidos nos atentados de Paris. Um ainda está em fuga. Outro não precisou de pôr os pés em França. E um terceiro alega estar inocente. Os restantes morreram.
6. Tempos difíceis para o Daesh Tanto na Síria como no Iraque o grupo extremista está a enfrentar dificuldades crescentes, sendo de esperar reações dos seus apoiantes noutros pontos do mundo, a começar pela Europa.
7. O dinheiro do Daesh Nicolau Santos escreve que "é a conivência dos que comprar obras de arte roubadas ou petróleo e algodão que violam os embargos internacionais que permite atentados como os que ocorreram sexta-feira 13, em Paris.
8. Não tememos, não cedemos, não odiamos Daniel Oliveira escreve que "esmagar o Daesh é uma prioridade absoluta. Mas se as armas forem a resposta, e até pode ser que sejam, o discurso vingativo apenas nos pode pôr de pé atrás. Da última vez que nos venderam esse remédio para a dor contribuímos para o caos de onde se ergueu este monstro".
9. Não ataquem a Síria, ataquem o medo de serem considerados "racistas" Henrique Raposo escreve "não serve de nada enviar soldados para a Síria quando nem sequer podemos enviar polícias para alguns bairros de Paris, Berlim e Londres. Não serve de nada termos coragem para enviar soldados para a Síria quando não temos coragem para enfrentar o medo de sermos considerados 'racistas'".
10. Estou farto de ouvir dizer que a culpa é nossa! Henrique Monteiro escreve que "nós temos uma civilização avançada. Não ficámos na barbárie. Temos uma civilização de direitos, não escravizamos mulheres nem apedrejamos homossexuais (alías, não apedrejamos ninguém). Precisamos urgentemente de ter confiança e orgulho no que fizemos..."
Por hoje é tudo, amanhã voltamos à mesma hora.
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