quinta-feira, 16 de junho de 2022

ESPINHO - MUNICIPIO E CIDADE PORTUGUESA - FERIADO - 16 DE JUNHO DE 2022

 

Espinho (Portugal)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Espinho
Município de Portugal
Espinho 1 (Portugal).jpg
Praia da Baía
Brasão de EspinhoBandeira de Espinho
Localização de Espinho
Gentílicoespinhense
Área21,06 km²
População31 786 hab. (2011)
Densidade populacional1 509,3  hab./km²
N.º de freguesias4
Presidente da
câmara municipal
Miguel Reis (PS) Mandato 2021-2025
Fundação do município
(ou foral)
1899
Região (NUTS II)Norte
Sub-região (NUTS III)Área Metropolitana do Porto
DistritoAveiro
ProvínciaDouro Litoral
OragoNossa Senhora da Ajuda
Feriado municipal16 de junho
Código postal4500-xxx Espinho

Espinho é uma cidade portuguesa pertencente ao distrito de Aveiro, à Região Norte e à Área Metropolitana do Porto, com 9 832 habitantes no seu perímetro urbano (2011).

É sede de um pequeno município urbano, com 21,06 km² de área[1] e 29 547 habitantes (2017),[2] subdividido em 4 freguesias.[3] O município é limitado a norte pelo município de Vila Nova de Gaia, a leste por Santa Maria da Feira, a sul por Ovar e a oeste pelo Oceano Atlântico.

População

Número de habitantes [4]
1864187818901900191119201930194019501960197019811991200120112021
5 1075 9837 3369 38312 04013 04515 33617 28420 22723 08429 00832 40934 95633 70131 78631 027

(Número de habitantes que tinham a residência oficial neste município à data em que os censos se realizaram.)

Em 17 de agosto de 1899, foi criado o concelho de Espinho. Os valores dos censos de 1864, 1878 e 1890 resultam da soma dos habitantes das freguesias que depois vieram a constituir este concelho.

Número de habitantes por Grupo Etário [5]
190019111920193019401950196019701981199120012011
0-14 Anos1 4891 9572 0904 9575 5446 3987 95311 1208 8417 0345 1344 043
15-24 Anos7911 1551 3103 1323 5884 0173 8274 8756 2376 3224 8983 406
25-64 Anos1 4242 0792 6016 2427 5208 6249 83212 03514 61717 95618 77817 783
= ou > 65 Anos1261882267199451 1541 4721 7702 7143 6444 8916 554
> Id. desconh1682026

(Obs: De 1900 a 1950, os dados referem-se à população presente no município à data em que eles se realizaram. Daí que se registem algumas diferenças relativamente à designada população residente.)

Freguesias

Freguesias do município de Espinho.

O município de Espinho está dividido em 4 freguesias:

História

Já em tempos do domínio romano na região existia um castro, o chamado Castro de Ovil, povoação referenciada pela primeira vez num documento de 1013. Este assentava numa pequena colina de forma circular, rodeada por um fosso a Norte e Nascente e por uma ribeira a Sul e Poente, e atualmente encontra-se na Freguesia de Paramos.

Há cerca de 200 anos, a zona de Espinho começou a ser utilizada para a pesca, ainda de forma sazonal. Esses primeiros ocupantes não construíram habitações, permanecendo na costa apenas durante a companha, para regressar à terra de origem no inverno, quando a violência do mar impossibilitava a pesca em segurança.[6]

A fixação da população começou a fazer-se por volta do ano de 1776 (o concelho foi criado apenas em 1899, por desmembramento de Santa Maria da Feira), quando surgiram as primeiras habitações (os palheiros), feitas em madeira e com os telhados revestidos com terra. A transição da madeira para a pedra ocorreu lenta e gradualmente, e passou por uma fase intermédia, em que os palheiros, ainda de madeira, ostentavam uma fachada principal em pedra e cal.[6]

Mais tarde, muitas destas habitações seriam adquiridas e transformadas, por famílias de posses, dando origem à colónia balnear de Espinho. Em menos de meio século, Espinho iria tornar-se numa das zonas de eleição do Norte de Portugal.

A devoção religiosa das pessoas da região levou à edificação, ao longo dos séculos, de diversos monumentos espalhados pela cidade e arredores. A Igreja Matriz dedicada a N.ª Senhora da Ajuda é exemplo disso; construída em 1930 segundo projeto do arquiteto Adães Bermudes, tem um sabor revivalista que procura conciliar com as necessidades contemporâneas.[7]

Hoje, Espinho é uma cidade moderna, com importante atividade turística, acolhendo, ao longo do ano, milhares de visitantes nacionais e estrangeiros. Para isso, foi importante o fator clima (baixa amplitude térmica: 23 °C no Verão e 12 °C no Inverno) e os atrativos naturais e culturais (praia, paisagem, património, espetáculos, etc.), mas também a fácil acessibilidade (por via férrea e rodoviária), a proximidade do Porto e do Aeroporto Francisco Sá Carneiro e a circunstância de se ter tornado numa concorrida zona de jogo.[6]

Espinho é uma cidade conhecida pela sua feira centenária, gastronomia, potencial nas áreas do turismo e lazer, e pelo seu Casino.

Política

Eleições autárquicas [8]

Data%V%V%V%V%V%V%V%V%V%V%V%V%V%V%VParticipação
PSPPD/PSDCDS-PPFEPU/APU/CDUGDUPPCP (m-l)ADUDP/BEUEDSPSNPSD-CDSINDNCCHPAN
197638,13328,69214,01113,7911,18-1,12-
72,90 / 100,00
197938,413ADAD11,99147,1030,70-
79,48 / 100,00
198234,63333,61212,57115,2210,49-PS
75,23 / 100,00
198522,22238,28324,48210,90-1,08-
71,24 / 100,00
198930,86234,13318,87112,081
65,81 / 100,00
199335,65330,9124,66-10,62114,741
67,63 / 100,00
199754,62530,8823,11-7,96-
66,02 / 100,00
200145,72430,92310,30-8,57-
63,58 / 100,00
200544,924CDS-PPPPD/PSD7,12-2,88-37,9732,26[9]-
67,70 / 100,00
200938,31339,1149,19-6,55-3,43-
65,65 / 100,00
201334,59347,2242,42-6,25-3,37-
61,82 / 100,00
201731,65340,4542,52-5,15-2,43-9,63[10]-3,28-
61,36 / 100,00
202140,23437,5732,15-4,84-3,69-1,61-2,47-2,24-
55,33 / 100,00

Eleições legislativas

Data%
PSPSDCDSPCPUDPADFEPU/

APU/ CDU

FRSPRDPSNB.E.PANPàFLCHIL
197642,0828,4313,8210,200,59
197936,14ADADAPU0,7543,7515,13
1980FRS0,4545,7713,9634,30
198339,9730,869,470,4415,25
198524,3635,346,850,7113,0815,76
198728,3251,163,01CDU0,2910,293,64
199135,8948,543,516,850,251,63
199548,2134,327,740,266,540,19
199945,9031,668,498,510,121,82
200240,4638,618,926,402,23
200545,4129,346,347,956,02
200936,0531,069,577,799,95
201129,3039,5010,028,105,680,86
201534,17PàFPàF8,0610,191,1537,830,50
201936,9331,493,005,5110,133,020,850,581,55

Eventos

  • FEST ̶ Festival Novos Realizadores | Novo Cinema: Uma celebração única de novo cinema e de novos cineastas. É um festival de cinema anual multifacetado, que decorre na última semana de junho na cidade de Espinho. Em 2018, o FEST chegou à sua 14ª edição que teve lugar entre os dias 18 e 25 de junho.
  • Feira semanal: A maior feira semanal do país (e possivelmente da Península Ibérica), realizando-se todas as segundas-feiras, exceptuando alterações devidas a feriados. A realização da feira ocupa uma grande extensão da Avenida 24, desde o centro da cidade à freguesia de Silvalde, podendo-se aí encontrar uma grande variedade de produtos. São bem característicos da feira de Espinho a venda dos legumes e frutos de pequenos agricultores da zona, a venda do peixe pelas vareiras e o comércio dos ciganos, a que se juntam os tradicionais pregões.
  • CINANIMA: O Festival Internacional de Cinema de Animação tem lugar todos os anos em Espinho, normalmente no mês de novembro. O CINANIMA é um importante festival do cinema de animação a nível mundial. É organizado pela Cooperativa de Ação Cultural Nascente e pela Câmara Municipal de Espinho.
  • Festival de Música de Espinho: Criado em 1974, este festival de música clássica é organizado anualmente pela Academia de Música de Espinho, com o apoio da Câmara Municipal.
  • Auditório de Espinho: Sala de concertos, teatro, dança e novo circo que faz parte da Academia de Espinho, com uma programação mensal que aposta na variedade, inovação e qualidade. O AdE pretende assegurar anualmente uma produção cultural regular, que assente em produções próprias, co-produções e acolhimentos nos domínios musical, teatral, da dança e novo circo.
  • Centro Multimeios de Espinho: Numerosas iniciativas diversificadas e eventos culturais têm lugar no Centro Multimeios de Espinho, incluindo o CINANIMA. As pessoas interessadas em astronomia poderão assistir sessões no planetário, visitar a cosmoteca (biblioteca de astronomia) e participar em observações astronómicas que ocorrem regularmente.
  • Etapas dos circuitos mundiais de Surf e Vólei de Praia, que acontecem no Verão.
  • Festas populares: São João, São Pedro, São Martinho, Nossa Sr.ª do Mar, Nossa Sr.ª das Dores e Nossa Senhora da Ajuda.
  • Encontro de Homens-Estátua: Anualmente, realiza-se no parque da cidade um dos maiores eventos deste tipo na Europa.
  • Feira dos " peludos": Realiza-se no primeiro domingo de cada mês. Vendem-se, principalmente, antiguidades variadas.

Infra-estruturas / Equipamento

Transportes

A maior parte do município de Espinho encontra-se coberta por companhias de transporte privadas, como por exemplo a UTC e a Auto Viação Feirense.[11]

Diversas auto-estradas garantem o acesso à cidade: A1, A29 e A41.

A CP tem a Estação Ferroviária de Espinho, uma interface da Linha do Norte e é o início da Linha do Vouga.[11]

Educação

A cidade de Espinho possui várias escolas, jardins de infância, ensino primário, básico e secundário. O Parque Escolar de Espinho divide-se em dois agrupamentos: o agrupamento de Escolas Dr. Manuel Laranjeira e o agrupamento de Escolas Dr. Manuel Gomes Almeida. Em relação ao Ensino Superior, existiu, até final de 2016, um Instituto Superior. Ainda existem várias escolas profissionais e escolas de Música.[12]

Na cidade de Espinho estão em construção vários Centros Escolares:[13][14]

Bibliotecas

A rede de bibliotecas de Espinho é constituída por uma Biblioteca Municipal - José Marmelo e Silva - e 6 Bibliotecas Escolares.[15]

Fórum de Arte e Cultura e Museu Municipal de Espinho

O Fórum de Arte e Cultura de Espinho surgiu do projeto de reabilitação da antiga Fábrica de Conservas Brandão, Gomes & C.ª. Trata-se de um espaço dedicado à investigação, ao desenvolvimento cultural e à prestação de serviços à comunidade, numa confluência entre conhecimento, formação, educação e lazer.

O Museu Municipal de Espinho ocupa o núcleo central da antiga fábrica. "Constitui-se como um espaço dinâmico, de interacção entre o passado e o presente [...]. A concepção museográfica integra três exposições permanentes: fábrica de conservas, arte xávega e bairro piscatório/operário. A funcionalidade do museu municipal passa, também, por uma galeria de exposições temporárias, pelo centro de documentação e investigação em história local e por um serviço educativo aberto às escolas e restante população".[16]

Centro Multimeios de Espinho

O Centro Multimeios de Espinho é um espaço polivalente, aberto à realização de reuniões, congressos e exposições. Inclui um auditório com cerca de 300 lugares, devidamente equipado com a mais moderna tecnologia de som e imagem, permitindo a realização de eventos nas áreas do Cinema, Música, Teatro e Dança. Possui, também, um moderno Planetário. A Galeria do Centro é um espaço amplo, com 400 m², disponível para acolher propostas expositivas da comunidade artística.[17]

Nave Polivalente de Espinho

A Nave Polivalente de Espinho surge voltada para a dinamização desportiva e recreativa, tendo por objetivos a promoção e o desenvolvimento do município. Com uma área coberta de 11.000 m², este espaço foi concebido para grandes espetáculos desportivos e culturais, sendo altamente versátil e flexível.[18]

Auditório de Espinho

Integrado na Academia de Música de Espinho, o Auditório assegura uma produção cultural regular, que assenta em produções próprias, co-produções e acolhimentos em diversos domínios culturais (musical, teatral, dança, novo circo). Pelo seu contributo, tornou-se uma referência cultural a nível da cidade e da região. Tem como estrutura residente a Orquestra Clássica de Espinho e o Drumming-Grupo de Percussão.[19]

Piscina Solário Atlântico e Balneário Marinho de Espinho

A Piscina Solário Atlântico de Espinho e o Balneário Marinho de Espinho são duas unidades interligadas pertencentes à Municipalidade de Espinho e situam-se à beira-mar.

A Piscina foi originalmente construída em 1942, por iniciativa particular, diga-se, do empresário Manoel Pinto Bizarro, segundo projeto de traçado modernista da autoria de Eduardo Martins e Manuel Passos (devido à sua elevada qualidade arquitetónica, o projeto está referenciado no Inquérito à Arquitetura do Século XX em Portugal [20]). Em 1960, a piscina passou a ser um equipamento da Câmara Municipal de Espinho. O complexo foi depois ampliado, passando a englobar o chamado Balneário Marinho, que incluía uma piscina coberta aquecida e um setor de tratamentos com água do mar e algas (Talassoterapia).[21]

Na década de 1990, as instalações foram alvo de renovação com projeto dos arquitetos Isabel Aires e José Cid, que procuraram manter a integridade dos aspetos mais relevantes da configuração da década de 1940 – fachadas exteriores, entrada inicial, bar e salão de festas, que foram cuidadosamente reabilitados. A piscina exterior foi totalmente reconstruída (restando apenas a prancha de saltos original), tendo sido adotado um novo perfil, com uma profundidade menor e mais segura. A piscina é hoje constituída por dois planos de água, um destinado a crianças e outro a adultos. O Balneário Marinho foi integralmente remodelado e modernizado, nomeadamente a piscina coberta.[22][23]

Complexo de Ténis de Espinho

O Complexo de Ténis de Espinho tem cumprido um papel de relevo no desenvolvimento do ténis em Portugal, nomeadamente na organização de eventos nacionais e internacionais, dispondo de uma das melhores infraestruturas para a prática da modalidade.

Inserido num espaço acolhedor, onde a natureza marca a sua presença, está equipado com 16 courts (12 campos exteriores e 3 interiores), sendo 8 em terra batida (5 exteriores e 3 interiores), 4 de relva sintética e 3 de piso sintético. O court central, em piso de terra batida, tem capacidade para cerca de 2,000 espectadores.[24]

Casino

O Casino de Espinho começou a operar em 1974, sendo a primeira unidade do Grupo Solverde.

Património

Geminações

O município de Espinho é geminado com as seguintes cidades:[25]

Referências

  1. ↑ Instituto Geográfico Português (2013). «Áreas das freguesias, municípios e distritos/ilhas da CAOP 2013». Carta Administrativa Oficial de Portugal (CAOP), versão 2013. Direção-Geral do Território. Consultado em 28 de novembro de 2013. Arquivado do original (XLS-ZIP) em 9 de dezembro de 2013
  2. ↑ PORDATA (2017). «Estimativas Anuais da População Residente» (XLSX-ZIP). Fonte de dados: INE - Estimativas Anuais da População Residente. Instituto Nacional de Estatística. Consultado em 21 de janeiro de 2019
  3. ↑ Lei n.º 11-A/2013, de 28 de janeiro: Reorganização administrativa do território das freguesias. Anexo I. Diário da República, 1.ª Série, n.º 19, Suplemento, de 28 de janeiro de 2013.
  4. ↑ Instituto Nacional de Estatística (Recenseamentos Gerais da População) - https://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_publicacoes
  5. ↑ INE - http://censos.ine.pt/xportal/xmain?xpid=CENSOS&xpgid=censos_quadros
  6. ↑ Ir para:a b c Câmara Municipal de Espinho. «Resenha Histórica». Consultado em 7 de maio de 2013. Arquivado do original em 15 de agosto de 2011
  7. ↑ Infopédia (em linha). Porto: Porto Editora. «Igreja Matriz de Espinho». 2003-2013. Consultado em 7 de maio de 2013
  8. ↑ «Concelho de Espinho : Autárquicas Resultados 2021 : Dossier : Grupo Marktest - Grupo Marktest - Estudos de Mercado, Audiências, Marketing Research, Media». www.marktest.com. Consultado em 18 de dezembro de 2021
  9. ↑ Proença, Manuel (7 de outubro de 2021). «Força Espinho: de candidatura independente, a associação intermitente». Defesa de Espinho. Consultado em 19 de outubro de 2021
  10. ↑ «Autárquicas: Atual vereadora de Espinho concorre como independente». www.dn.pt. Consultado em 19 de outubro de 2021
  11. ↑ Ir para:a b «Meios de transporte». Câmara Municipal de Espinho. Consultado em 26 de Março de 2013
  12. ↑ «Parque Escolar». Consultado em 25 de Março de 2013
  13. ↑ «Câmara Municipal de Espinho». Consultado em 25 de Março de 2013
  14. ↑ «Pinto Moreira deixa recados em visita às obras do Centro Escolar de Silvalde». politica.queiramais.com. 21 de Fevereiro de 2013. Consultado em 25 de Março de 2013
  15. ↑ http://portal.cm-espinho.pt/pt/equipamentos-municipais/biblioteca/rede-de-bibliotecas-de-espinho/apresentacao/. Consultado em 25 de Março de 2013 Em falta ou vazio |título= (ajuda)
  16. ↑ Câmara Municipal de Espinho. «Fórum de Arte e Cultura e Museu Municipal de Espinho». Consultado em 6 de maio de 2013
  17. ↑ Centro Multimeios de Espinho. «Centro Multimeios de Espinho». Consultado em 6 de maio de 2013. Arquivado do original em 29 de maio de 2013
  18. ↑ Câmara Municipal de Espinho. «Nave Polivalente de Espinho». Consultado em 6 de maio de 2013. Arquivado do original em 22 de maio de 2017
  19. ↑ Auditório de Espinho / Academia. «Auditório de Espinho». Consultado em 6 de maio de 2013
  20. ↑ A.A.V.V – Inquérito à Arquitetura do Século XX em Portugal. Lisboa: Ordem dos Arquitetos, 2006, pág. 119. ISBN 972-8897-14-6
  21. ↑ Câmara Municipal de Espinho. «Balneário Marinho de Espinho». Consultado em 6 de maio de 2013
  22. ↑ Câmara Municipal de Espinho. «Piscina Solário Atlântico». Consultado em 6 de maio de 2013
  23. ↑ Isabel Aires e José Cid, arquitetos. «Piscina Solário Atlântico de Espinho». Consultado em 6 de maio de 2013
  24. ↑ Câmara Municipal de Espinho. «Complexo de Ténis de Espinho». Consultado em 6 de maio de 2013
  25. ↑ http://www.anmp.pt/anmp/pro/mun1/gem101l0.php?cod_ent=M4500

Ligações externas

O Commons possui uma categoria com imagens e outros ficheiros sobre Espinho (Portugal)


DIA DA CRIANÇA AFRICANA - 16 DE JUNHO DE 2022

 

Levante de Soweto

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de Dia da Criança Africana)
Antoinette Sithole e Mbuyisa Makhubo carregando Hector Pieterson, baleado e morto por policiais, durante um protesto pacífico ocorrido em 16 de junho de 1976 na África do Sul, Soweto.

O Levante de Soweto foi um dos mais sangrentos episódios de rebelião negra desde o início da década de 1960, desencadeado pela repressão policial à passeata, em 16 de junho de 1976, de protesto contra a inferioridade das "escolas negras" na África do Sul.[1] Estima-se que havia entre 15 000 a 20 000 estudantes no protesto.[2]

A manifestação pacífica - os estudantes, cantando, marchavam por Soweto (subúrbio negro em Johanesburgo) em direção a um estádio aberto, onde fariam um comício - foi alvo de uma bomba de gás lacrimogêneo por um policial, para, em seguida, ser atingida por disparos das tropas de choque munidas de armas automáticas. O número de pessoas mortas oficialmente é de 95,[3] mas normalmente é dito que foram 176, mas há estatísticas que foram 700.[4][5] Um dos mortos foi o estudante Hector Pieterson, aos 13 anos de idade, que se tornou símbolo do massacre.[6][3]

Em memória desta data, a então OUA instituiu em 1991 o Dia da Criança Africana.[7][8][9][10]

Causas

O sistema segregacionista sul-africano, instituído no final dos anos 1940, forçava os negros a pagar para frequentar escolas com classes superlotadas e professores sem qualificação adequada, ou mesmo inferior, enquanto a educação para os brancos era gratuita.[11]

Em 1975, o governo decretou a obrigatoriedade do ensino no idioma africâner, antes em inglês, para as matérias acadêmicas nas escolas secundárias negras. Para os estudantes negros a medida era uma ponte para o fracasso: para ter sucesso precisava ser fluente nos idiomas oficiais do país - inglês e africâner.[6][3]

Movimentos negros

A organização dos Estudantes Sul-Africanos (South African yy Organization) (1968) foi o primeiro grupo anti-apartheid de jovens negros e fazia parte do abrangente Movimento de Conscientização Negra que lutava para superar a opressiva sensação de inferioridade dos negros. Um dos seus fundadores, Steve Biko (1946-1977), desde cedo engajado na luta desarmada contra o apartheid, morreu aos 30 anos de idade, ao desafiar o "regime de banimento" a que estava submetido pelo governo que o proibira de se manifestar politicamente.[6][3]

Ver também

Referências

  1. ↑ «The birth and death of apartheid». Consultado em 17 de junho de 2002
  2. ↑ 16 June 1976 Student Uprising in Soweto. africanhistory.about.com
  3. ↑ Ir para:a b c d Turner Publishing, Inc. e Century Books, Inc. Nosso Tempo, Volume II; pg. 567. Editora Klick. 1995
  4. ↑ Harrison, David (1987). The White Tribe of Africa. [S.l.: s.n.]
  5. ↑ (Les Payne of Newsday said at least 850 murders were documented) Elsabe Brink; Gandhi Malungane; Steve Lebelo; Dumisani Ntshangase; Sue Krige, Soweto 16 June 1976, 2001, 9
  6. ↑ Ir para:a b c «BBCBrasil.com | Notícias | África do Sul marca 30 anos do levante de Soweto». www.bbc.com. Consultado em 16 de junho de 2022
  7. ↑ Esteves, César (16 de junho de 2019) [2019]. «"Os esquecidos de Junho" clamam por ajuda do Estado | Reportagem | Jornal de Angola - Online». Jornal de Angola. Jornal de Angola. Consultado em 16 de junho de 2020
  8. ↑ Welle (www.dw.com), Deutsche. «Sul-africanos celebram o Dia Internacional da Criança Africana | DW | 15.06.2020». DW.COM. Consultado em 16 de junho de 2020
  9. ↑ recipes, ink, cookbook. «A criança africana e o crime organizado | Editorial | Opinião | Jornal de Angola - Online». jornaldeangola.sapo.ao. Consultado em 16 de junho de 2020
  10. ↑ "Hoje é Dia da Criança Africana" no portal da Agência AngolaPress
  11. ↑ «What Led to the Soweto Uprising?». ThoughtCo (em inglês). Consultado em 16 de junho de 2022
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