terça-feira, 11 de janeiro de 2022

SÃO VITAL DE MILÃO - 11 DE JANEIRO DE 2022

 

Vital de Milão

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de São Vital)
São Vital
São Vital recebe a coroa do martírio
Veneração porIgreja Católica
Festa litúrgica28 de abril
Gloriole.svg Portal dos Santos

Vital de Milão é venerado como santo na Igreja Católica.[1] Algumas fontes relacionam Vital com a lenda de Santo Ursicino de Ravena (não confundir com o bispo Ursício de Ravena), um médico cristão do século I que quando foi condenado pelas suas crenças, foi convencido por São Vital a ser firme; assim os romanos antigos descobriram que Vital também era cristão.[1] Parece que Vital era casado com Santa Valéria e era pai de São Gervásio e São Protásio.[1]

Lenda

Ambrósio de Milão fala dele no seu «Exhortatio Virginalis», redigido em Florença em 393. Neste texto é descrito como era servidor de Agrícola na sua época, o que supõe contradição cronológica. Agrícola era cristão e ambos foram condenados por não renunciar à sua fé.

Vital foi o primeiro a receber o martírio: os seus torturadores, para o fazer renegar a fé, experimentaram todo o tipo de formas de tortura; porém, segundo conta Ambrósio, o seu corpo não mostrava nenhum dano nem ferida, mesmo após sujeito ao cavalete. Morreu enterrado vivo, invocando o nome de Jesus Cristo.

Tendo obrigado o seu amo Agrícola a assistir às torturas sofridas por Vital, os verdugos tentaram assustá-lo e induzi-lo a abjurar o cristianismo, mas também tal sem efeito, pelo que decidiram crucificá-lo. As datas destes martírios são duvidosas, e certas fontes defendem que tiveram lugar durante o mandato de Nero, outras falam de Marco Aurélio, mas Ambrósio de Milão especifica que ocorreram muito mais tarde, em 304.

Por isso a história tem falhas e poderá ser fictícia ou errónea. Poucos aceitam que Vital ou Agrícola possam ter sido vítimas das perseguições de Diocleciano (284-305); não há prova documental sobre o assunto.

São Vital é venerado em Roma, Faenza, Rimini, Como, Ferrara, Veneza e Verona, na Itália; e em Zadar (Croácia). O templo mais famoso deste santo católico é a Igreja de São Vital (Ravena), obra-prima da arquitectura bizantina.[2] Festa em 28 de abril segundo o Martirológio Romano.[3]

Ver também

Ligações externas

O Commons possui uma categoria com imagens e outros ficheiros sobre Vital de Milão
  1. ↑ Ir para:a b c Butler, Alban; North, Wyatt (1926). The Lives of Saints (em inglês). Massachusetts: Wyatt North Publishing, LLC. p. 459
  2. ↑ «Early Christian Monuments of Ravenna». UNESCO World Heritage Centre (em inglês). Consultado em 13 de fevereiro de 2020
  3. ↑ «28 de abril». www.liturgia.pt. Secretariado Nacional de Liturgia. Consultado em 13 de fevereiro de 2020

SANTO HIGINO - PAPA - 11 DE JANEIRO DE 2022

 

Papa Higino

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de Santo Higino)
Higino
Santo da Igreja Católica
9° Papa da Igreja Católica
Atividade eclesiástica
DioceseDiocese de Roma
Eleição138
Fim do pontificado142 (4 anos)
PredecessorTelésforo
SucessorPio I
Ordenação e nomeação
Dados pessoais
NascimentoAtenas
MorteRoma, Itália
142
Nome nascimentoHyginus
SepulturaNecrópole Vaticana
dados em catholic-hierarchy.org
Categoria:Igreja Católica
Categoria:Hierarquia católica
Projeto Catolicismo
Lista de Papas

Santo Higino (em latim, Hyginus) foi um Papa da Igreja Católica Romana (136-140) nascido em Atenas, na Grécia, eleito como sucessor do Papa Telésforo (126-136) e que ficou conhecido por tornar mais precisa a questão da hierarquia na Igreja e pelo estabelecimento do costume de haver padrinho e madrinha no batismo.[1]

Filho de um filósofo grego, governou a Igreja por quatro anos e teve um pontificado perturbado pelas perseguições aos cristãos e pelos focos de heresia que começavam a nascer na Igreja dos primeiros tempos. Contando com a ajuda do filósofo São Justino, condenou as heresias e os heresiarcas, e conseguiu triunfar com êxito diante desses perigos.

De acordo com Santo Ireneu e Eusébio de Cesareia, como papa teve de enfrentar um movimento gnóstico do qual fizeram parte Valentim e Cerdão. Ambos ousaram enfrentar Roma, espalhando a heresia do gnosticismo, mistura de doutrinas e práticas religiosas com filosofia e mistérios, cujo princípio fundamental era haver uma fé comum que seria suficiente aos incultos, mas que existiria uma ciência reservada aos doutores que ofereceria a explicação filosófica da fé comum.

Os dois hereges foram excomungados pelo papa, que também era um notável filósofo de origem ateniense. No pontificado esmerou-se na preservação da integridade do ensinamento evangélico, mexeu nas estruturas hierárquicas e na cerimônia do batismo, instituiu as ordens menores para melhorar o serviço da Igreja e preparação do sacerdócio.

Não se sabe exatamente a causa de sua morte, mas se acredita que também tenha morrido martirizado sob a perseguição do Imperador Marco Aurélio, em Roma, embora haja muitas dúvidas em relação a isso. O papa de número 9 foi enterrado no Vaticano, próximo à tumba de São Pedro e sucedido por São Pio I (141-155). Sua festa é celebrada no dia 11 de janeiro.

Referências


Precedido por
Telésforo
Emblem of the Papacy.svg
Papa

9.º
Sucedido por
Pio I


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