segunda-feira, 13 de dezembro de 2021

NICHOLAS ROERICH - PINTOR - MORREU EM 1947. - 13 DE DEZEMBRO DE 2021

 

Nikolai Konstantinovich Roerich

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Nikolai Konstantinovich Roerich
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Nascimento27 de setembro de 1874
São Petersburgo
Morte13 de dezembro de 1947 (73 anos)
Naggar
CidadaniaImpério Russo
Etniarussos
Progenitores
  • Konstantin Fjodorovič Rerich
  • Maria Vasiljevna Rerich
CônjugeHelena Roerich
Filho(s)Svetoslav Rjorich, George de Roerich
Irmão(s)Boris Konstantinovič Rerich, Vladimir Roerich
Alma mater
  • Universidade Imperial de São Petersburgo
  • Higher Art School at the Imperial Academy of Arts
Ocupaçãofilósofo, pintor, coreógrafo, escritor, arqueólogo, poeta, diplomata, historiador, explorador, cenógrafo, figurino, designer, artista gráfico, desenhista, muralista,
Prêmios
  • Ordem de São Vladimir, 4.ª classe
  • Cavaleiro da Legião de Honra
Página oficial
http://www.roerich-museum.ru/
Assinatura
Подпись Николая Рериха-1932 г.jpg
Nikolai Konstantinovich Roerich com a família

Nikolai Konstantinovich Rerich (russo: Николай Константинович Рéрих; 9 de Outubro de 1874 - 13 de Dezembro de 1947), Nicholas Roerich, na grafia inglesa, foi um pintor, escritor, historiador, poeta e professor espiritual (líder intelectual) russo.

Biografia

Educado no seio de uma família apologista da paz, interessava-se por literatura, filosofia, arqueologia e, especialmente, arte. A família de seu pai, Konstantin Fyodorovich Roerich é de origem escandinava, o sobrenome significa "rico em glória" remonta aos viquingues. Um dos primeiros Roerichs foi Cavaleiro Templário no século XIII, outros foram líderes políticos e militares, incluindo um oficial sueco que lutou na campanha russo-sueca contra 'Pedro, o Grande' seus descendentes, guardando sua fé luterana, se estabeleceram no noroeste da Rússia. Em 1860, casou-se com Maria Vasilievna Kalashnikova, com quem teve Lidia, Nicolas, Boris e Vladimir. Nicolas foi batizado na Igreja Ortodoxa Russa, religião de sua mãe, de linhagem puramente russa.

Nicolas Roerich nasceu em 27 de setembro em São Petersburgo, Leningrado, e foi primeiramente educado no país e, posteriormente, no exterior. Frequentava simultaneamente, na Universidade de São Petersburgo, a Escola de Direito, a Faculdade de História e Filologia, A Academia de Artes e o Instituto de Arqueologia. Depois de estudar na Rússia, prosseguiu seus estudos em Paris, e viajou através da Europa. Possuia uma memória fora-de-série. Casou-se com Helena, e tiveram dois filhos, Yuri e Svetoslav, pintor como seu pai. Helena Roerich traduziu parte da obra de Blavatsky.

Sua obra consta de 6000 pinturas, afrescos em Igrejas e Edifícios Públicos, desenhos para mosaicos e motivos arquitetônicos. Realizou a pintura de cenários e figurinos de várias óperas: de Wagner, Mussorgsky, Borodin, Rimsky-Korsakov, Ibañez, e Maeterlinck.

Trabalhou com Igor Stravinsky, A Sagração da Primavera, a qual teve coreografia de Vaslav Nijinsky e música e argumento de Roerich, também criador do cenário e figurinos folclóricos, onde sua criação foi baseada no leitmotiv. Como autor e erudito escreveu livros de Arte, Culturas, Filosofia e Humanitarismo. Publicou perto de 30 volumes, além de muitos ensaios e artigos. Escreveu No Coração da Ásia, e Shambhala, entre outras obras, que incluem poemas. Como explorador e cientista, realizou pesquisa arqueológica e escavações na Rússia. Organizou e conduziu uma expedição de 5 anos a Ásia central (1924-1928). Em 1935, outra expedição, desta vez para a China, incluindo a Mongólia.

Visitou, na década de 20, Nova Iorque, nos EUA, onde, junto com a sua esposa, fundou várias fundações de mecenato cultural e de teosofia. Depois de viver na cidade estadunidense, Roerich percorreu a Ásia, estabelecendo-se, em 1928, na Índia, país muito conhecido pelos seus líderes pacificadores e teósofos. Ali fundou o Instituto Himaláico de Arqueologia.

No ano seguinte foi nomeado para o Nobel da Paz pela Universidade de Paris. Teve o apoio veemente de Albert Einstein, H. G. Wells e Bernard Shaw. Em 1935, recebeu a segunda nomeação. Preocupado com a paz mundial criou a Pax Cultura, que, como símbolo, tinha uma cruz vermelha, representando esta a arte e a cultura.

Roerich faleceu em Punjab, na Índia. Foi cremado e suas cinzas espalhadas diante das montanhas que tanto amava e retratou em quase sete mil trabalhos. A maioria das suas obras conserva-se hoje em museus europeus, como o Museu Nacional de Artes da Letónia e o Museu Nicholas Roerich em Nova Iorque.

O Pacto de Roerich

Convidados estrangeiros, 1901, óleo sobre tela.

O Pacto de Roerich, a 15 de Abril de 1935, foi assinado na Casa Branca, nos EUA juntamente com mais vinte e um países da América. Outros depois o assinaram, representando este um antecipado instrumento de proteção às artes. O pacto declara a necessidade de se proteger a atividade e produção cultural no mundo, independente de a época ser de guerra ou de paz. Lugares de valor cultural seriam declarados neutros e protegidos, incluindo universidades, bibliotecas, salas de concerto e teatros (como a Cruz Vermelha faz com seus hospitais, razão pela qual é frequentemente chamado Cruz Vermelha da Cultura). A herança cultural das nações deve ser, segundo o acordo, cuidada e renovada, impedindo que se deteriore, pois não há nada de valor superior para uma nação do que sua cultura.

Tem como símbolo a Bandeira da Paz, onde 3 círculos que representam a Arte, a Ciência e a Religião aparecem envoltos por uma circunferência que significa a totalidade da Cultura.

Bibliografia

  • NICHOLAS ROERICH, Vida e Arte de um mestre Russo, Jacqueline Decter
  • PLANETA, nº 190, julho 88, A Arte iniciática de Nicolas Röerich, de Adriano Colangelo
  • No Coração da Ásia, de Nicolas Röerich, Editorial Kier, 1930

Links

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DIA DE SANTA LUZIA - 13 DE DEZEMBRO DE 2021

 

Dia de Santa Luzia

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Dia de Santa Luzia ou Lúcia
Procissão de Santa Luzia na Suécia.
Celebrado porLuteranismo, Católicos romanos
TipoCristão
Cor litúrgicaVermelho
Data13 de dezembro
FrequênciaAnual

O dia de Santa Luzia ou dia de Santa Lúcia é uma festa religiosa católica dedicada a Santa Luzia (Lúcia de Siracusa), que ocorre a 13 de dezembro, dia consagrado a esta santa.[1]

Festa tradicional e popular, é celebrada principalmente na Escandinávia, em partes dos Estados Unidos (normalmente por pessoas com raízes nos países escandinavos), no Brasil, e em alguns países da Europa do Sul, como Portugal.

Antes da reforma do Calendário Gregoriano, que ocorreu no Século XVI, no Hemisfério Norte o Dia de Santa Luzia encontrava-se mais perto do Solstício de Inverno.

Como parte das celebrações tradicionais é costume ver-se jovens vestidas de Santa Luzia, as quais se deslocam em grupos encabeçados por uma jovem, a qual usa na cabeça uma coroa de velas (ou luzes), enquanto todas as outras apenas seguram nas mãos uma única vela.

O Dia de Santa Luzia é uma das poucas festividades religiosas que ainda é celebrada na Escandinávia.

Ver também

Referências

  1. ↑ de Lacerda, Roberto Cortes; de Lacerda, Helena da Rosa Cortes; Abreu, Estela dos Santos. Dicionário de provérbios: francês, português, inglês 2ª ed. [S.l.]: UNESP. p. 435. 762 páginas. ISBN 9788571395251

domingo, 12 de dezembro de 2021

DIA INTERNACIONAL DA NEUTRALIDADE - 12 DE DEZEMBRO DE 2021

 

Neutralidade

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


Wikcionário
O Wikcionário tem o verbete neutralidade.

Neutralidade pode referir-se a:

Ver também

Disambig.svg Neutro

Disambig.svg Neutralismo

Disambig.svg Neutralização

DIA MUNDIAL DA COBERTURA UNIVERSAL DA SAÚDE - 12 DE DEZEMBRO DE 2021

 

Saúde universal

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Em 2009, 58 países possuíam legislação que presta assistência médica universal.

Saúde universal geralmente se refere a um sistema de saúde pública que presta assistência médica e proteção financeira a todos os cidadãos de um determinado país.[1][2][3] É organizado em torno de fornecer um pacote específico de benefícios para todos os membros de uma sociedade com o objetivo final de prover proteção ao risco financeiro, além de melhor acesso aos serviços de saúde.[4]

A assistência universal não tem um tamanho único e não implica cobertura para todas as pessoas para todos os tipos de problemas. A saúde universal podem ser determinados por três dimensões críticas: quem está coberto, quais serviços são cobertos e quanto do custo é coberto pelo sistema.[4] É descrito pela Organização Mundial de Saúde como uma situação em que os cidadãos podem acessar serviços de saúde sem incorrer em dificuldades financeiras.[5] Os Estados membros das Nações Unidas concordaram em trabalhar para a cobertura de saúde universal até 2030.[6]

Indicadores de cobertura

Indicadores de saúde devem refletir tanto os fatores que influem sobre o estado de saúde como ter capacidade discriminatória para permitir comparações entre áreas geográficas ou períodos de uma mesma área. O indicadores de cobertura segundo Laurenti et al. (1985) se enquadram no grupo proposto pela OMS daqueles que devem medir os recursos materiais e humanos relacionados às atividades de saúde, abrangendo, em relação à população: a rede de postos de saúde, número de profissionais de saúde e o número de leitos hospitalares. [7]

Observe-se que se considerarmos a cobertura universal de saúde limita-se ao acesso a serviços de saúde a todas as pessoas, os indicadores da oferta de serviços de saúde é a medida, porém se incluímos ações de promoção e incentivo, prevenção, tratamento e reabilitação como entendido na Leio Orgânica da Saúde que criou o SUS no Brasil (Lei Nº 8 080, de 1990) [8] ou seja a "universalidade de acesso aos serviços de saúde em todos os níveis de assistência" e, que esse acesso, como afirmado anteriormente, signifique não encontrar dificuldades financeiras ao pagar por esses serviços e demais exigências da recuperação da saúde (medicação, próteses, etc.), nos deparamos com outros dois conceitos fundamentais, também expressos na citada "Lei Orgânica da Saúde": integralidade e equidade.

Para Mendoza-Parra, o desenvolvimento de sistemas de financiamento da saúde que permitam o acesso universal a serviços de saúde a todas as pessoas, envolve a decisão (e consequentemente uma medida de avaliação) de como como se protegem as pessoas das consequências financeiras do enfrentamento de uma doença e seu cuidado e como se utilizam os recursos disponíveis nesse sistema, de forma otimizada.[9]

A OMS no "Dia Mundial da Saúde"[10] propõe que a Cobertura universal de saúde pode ser avaliada basicamente por dois indicadores:

  • A percentagem da população que pode aceder a serviços de saúde essenciais de qualidade;
  • A percentagem da população que gasta grande parte do rendimento familiar na saúde.

Divididos por sua vez em 16 serviços de saúde essenciais subdivididos em 4 categorias como indicadores do nível e equidade da cobertura em distintos países a saber:

  • Saúde reprodutiva, materna, neonatal e infantil:
    • planeamento familiar;
    • cuidados pré-natais e ao parto;
    • vacinação completa das crianças;
    • comportamentos de prevenção da pneumonia.
  • Doenças infecciosas:
    • tratamento da tuberculose;
    • tratamento antirretroviral do VIH;
    • tratamento da hepatite;
    • uso de mosquiteiros tratados com insecticida para a prevenção do paludismo;
    • saneamento adequado.
  • Doenças não transmissíveis:
    • prevenção e tratamento da hipertensão;
    • prevenção e tratamento da glicemia;
    • rastreio do cancro do colo do útero;
    • (Não) fumo de tabaco.
  • Capacidade e acesso aos serviços:
    • acesso básico aos hospitais;
    • densidade de profissionais de saúde;
    • acesso a medicamentos essenciais;
    • segurança sanitária: cumprimento do Regulamento Sanitário Internacional.

Ver também

Referências

  1. ↑ GIOVANELLA, Ligia et al . Sistema universal de saúde e cobertura universal: desvendando pressupostos e estratégias. Ciênc. saúde coletiva, Rio de Janeiro , v. 23, n. 6, p. 1763-1776, June 2018 . Available from <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-81232018000601763&lng=en&nrm=iso>. access on 12 Feb. 2020. http://dx.doi.org/10.1590/1413-81232018236.05562018.
  2. ↑ WHO/OMS World Health Organization. Cobertura universal de saúde. WHO - World Health Organization. Aces. Fev. 2020
  3. ↑ Wagstaff, A., Flores, G., Hsu, J., Smitz, M.-F., Chepynoga, K., Buisman, L. R., … Eozenou, P. (2018). Progress on catastrophic health spending in 133 countries: a retrospective observational study. The Lancet Global Health, 6(2), e169–e179. doi:10.1016/s2214-109x(17)30429-1
  4. ↑ Ir para:a b World Health Organization (22 de novembro de 2010). «The world health report: health systems financing: the path to universal coverage». Geneva: World Health Organization. ISBN 978-92-4-156402-1. Consultado em 11 de abril de 2012
  5. ↑ «Universal health coverage (UHC)». Consultado em 30 de novembro de 2016
  6. ↑ http://www.who.int/mediacentre/factsheets/fs395/en/
  7. ↑ LAURENTI, Ruy et al. Estatísticas de saúde. SP: EPU, 1985 p.162
  8. ↑ BRASIL, LEI Nº 8.080, DE 19 DE SETEMBRO DE 1990. Presidência da República, Casa Civil, Subchefia para Assuntos Jurídicos http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8080.htm Acesso 20/03/2020
  9. ↑ MENDONZA-PARRA, Sara. (2016). Coverage, universal access and equity in health: A characterization of scientific production in nursing. Revista Latino-Americana de Enfermagem. 24. 10.1590/1518-8345.1082.2669 http://www.scielo.br/pdf/rlae/v24/pt_0104-1169-rlae-02669.pdf aces. 20/03/2020
  10. ↑ Organização Mundial de Saúde (OMS); Mackenzie, L. Cobertura universal de saúde. WHO WEB Site: https://www.who.int/world-health-day/pt/world-health-day-2019/fact-sheets/details/universal-health-coverage-(uhc) Aces. 20/03/202
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