quinta-feira, 21 de maio de 2020

TORRES NOVAS - FERIADO - 21 DCE MAIO DE 2020

Torres Novas

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Torres Novas
Brasão de Torres NovasBandeira de Torres Novas
Torres Novas - Vista geral.JPG
Vista geral de Torres Novas (ao fundo o castelo da cidade e a Serra de Aire)
Localização de Torres Novas
GentílicoTorrejano (não confundir com Torreense, gentílico de Torres Vedras)
Área270 km²
População36 338 hab. (2013 [1])
Densidade populacional134,6  hab./km²
N.º de freguesias10
Presidente da
câmara municipal
Pedro Ferreira[2] (PS)
Mandato 2013-2017
Fundação do município
(ou foral)
1190
Região (NUTS II)Centro
Sub-região (NUTS III)Médio Tejo
DistritoSantarém
ProvínciaRibatejo
OragoDivino Salvador e Santa Maria
Feriado municipalQuinta-feira de Ascensão
Código postal2350 Torres Novas
Sítio oficialhttp://www.cm-torresnovas.pt
Municípios de Portugal Flag of Portugal.svg

Torres Novas é uma cidade portuguesa pertencente ao distrito de Santarém, na província do Ribatejoregião do Centro e sub-região do Médio Tejo, com cerca de 36.717 habitantes.[3]

É sede de um município com 270 km² de área e 36 338 habitantes (2013 [4]) dos quais aproximadamente 13 600 habitam a cidade. É subdividido em 10 freguesias.[5] O município é limitado a Noroeste pelo município de Ourém, a Leste por TomarVila Nova da Barquinha e Entroncamento, a Sudeste pela Golegã, a Sul por Santarém e a Oeste por Alcanena.

História[editar | editar código-fonte]

Estátua de Dom Sancho I em frente ao Castelo de Torres Novas.

O concelho de Torres Novas remonta ao princípio da nacionalidade. O castelo foi inicialmente conquistado aos mouros por Dom Afonso Henriques em 1148, tendo depois Torres Novas recebido foral em 1190, ano em que foi definitivamente conquistado pelo rei D.Sancho I. Este foral foi confirmado mais tarde por outros reis portugueses. Além destes forais, o concelho regia-se também pelos documentos denominados "Foros de Torres Novas", reguladores do seu direito consuetudinário, documentos estes considerados de grande importância para o estudo do municipalismo no nosso país. Este primeiro foral foi renovado em 1510 pelo rei D.Manuel I [6] .

Até à conquista definitiva pelos cristãos, tanto o castelo como a povoação foram sucessivamente destruídos e reconstruídos. Durante a segunda guerra Fernandina, em 1372, a então vila e seu castelo foram cercados e parcialmente destruídos pelas forças castelhanas. Foi durante estes acontecimentos que ocorreu a história de Gil Pais.

Em Torres Novas realizaram-se duas importantes cortes: as de 1438, reunidas após a morte do rei Dom Duarte de Portugal, e as de 1535, em que se assinou o contrato de casamento da infanta Dona Isabel com Carlos V, Imperador do Sacro Império Romano.

Sobre a antiguidade de Torres Novas, pode-se dizer que aqui, na gruta da Aroeira, foram encontrados os vestígios humanos mais antigos de Portugal, nomeadamente um crânio de Homo heidelberguensis com 400 000 anos de idade [7]. Existem muitos outros vestigios da presença humana, desde o Paleolítico (como as grutas de Buraca da Moura e da Oliveira ou a Lapa da Bugalheira [8]), passando pelo neolítico até à idade do ferro também estão documentados.

No concelho de Torres Novas existiu forte presença romana, da qual se destacam as ruinas de "Vila Cardilium" (residência senhorial de carácter agrícola) munumento nacional [9]ocupado dos século II a IV d.c.

População[editar | editar código-fonte]

Número de habitantes [10]
186418781890190019111920193019401950196019701981199120012011
19 70923 08125 48128 13531 76931 98333 89237 11438 22036 73235 78037 39937 69236 90836 717

Concelho de Alcanena criado pela lei nº 156, de 08/05/1914, com lugares desanexados do concelho de Torres Novas (Fonte: INE)

(Obs.: Número de habitantes "residentes", ou seja, que tinham a residência oficial neste concelho à data em que os censos se realizaram. Nestes valores não estão incluídos os habitantes das freguesias que vieram a constituir os concelhos de Alcanena e do Entroncamento)

Número de habitantes por Grupo Etário [11]
190019111920193019401950196019701981199120012011
0-14 Anos123331318610085108191181510437969588008292680050865063
15-24 Anos633190386162624965587243593858255948551749433526
25-64 Anos143831676313537142291554616884173411681017969189841917419370
= ou > 65 Anos215523072028253227233200375843455190639177058758
> Id. desconh531384392109

(Obs: De 1900 a 1950 os dados referem-se à população "de facto", ou seja, que estava presente no concelho à data em que os censos se realizaram. Estão incluídos os habitantes das freguesias que vieram a constituir os concelhos de Alcanena e do Entroncamento. Daí as diferenças relativamente à população residente)

Freguesias[editar | editar código-fonte]

Freguesias do concelho de Torres Novas.

Desde a reorganização administrativa de 2012/2013,[5] o concelho de Torres Novas é composto por 10 freguesias:

Património Histórico[editar | editar código-fonte]

Política[editar | editar código-fonte]

Eleições autárquicas[editar | editar código-fonte]

Data%V%V%V%V%V
PSPPD/PSDAPU/CDUADBE
197637,53328,66223,082
197926,902AD23,76242,253
198230,26223,04240,373
198523,26236,54319,462
198934,78336,60315,401
199339,52339,10313,531
199749,26428,16213,181
200147,58424,53216,9712,90-
200552,74520,84115,2014,46-
200953,81520,90113,0015,85-
201344,67417,14116,0319,921
201751,27514,8519,30-14,471


Eleições legislativas[editar | editar código-fonte]

Data%
PSPSDPCPCDSUDPADAPU/CDUFRSPRDPSNBEPANPàF
197640,8519,1113,8111,992,35
197926,69ADAPUAD2,8839,5621,39
1980FRS1,6240,6918,2631,32
198338,2025,808,121,4220,14
198518,1126,556,041,5315,8726,58
198724,0446,19CDU3,151,2611,966,93
199134,5145,182,858,740,892,33
199550,0427,828,310,838,570,42
199947,3527,187,5510,170,413,10
200243,8532,927,248,214,04
200548,5523,555,198,508,72
200934,4823,569,369,7615,68
201127,8633,2211,019,838,180,98
201534,55PàFPàF10,2114,341,1529,48

Património Natural[editar | editar código-fonte]

Castelo e Museus[editar | editar código-fonte]

Igrejas e Capelas[editar | editar código-fonte]

Cultura[editar | editar código-fonte]

Jardins[editar | editar código-fonte]

  • Jardim do Castelo — dentro das muralhas do castelo, tem bastantes árvores centenárias.
Pormenor do Jardim das Rosas.
  • Jardim das Rosas — projectado pelo arquitecto Luís António Santos Pereira, foi inaugurado em 22 de Novembro de 2003. Situado junto ao Complexo de Piscinas Municipais Fernando Cunha, à Biblioteca Municipal Gustavo Pinto Lopes ao jardim da Avenida e ao Açude-Real, é atravessado pelo rio Almonda, onde precorre o seu antigo leito, antes da construção do Açude-Real no séc. XVI, e tem esse nome devido a albergar um número bastante significativo de rosas. É onde se realizam as festas da cidade, onde se montam tasquinhas e um ecrã gigante para se assistir a eventos culturais (cinema e concertos ao vivo) e desportivos, como o Europeu, o Mundial de Futebol e os Jogos Olímpicos.
  • Jardim Maria Lamas
  • Parque da Liberdade

Educação[editar | editar código-fonte]

Na cidade de Torres Novas existe os seguintes estabelecimentos de ensino:

Ensino Básico[editar | editar código-fonte]

  • Escola de 2º e 3º ciclos Manuel Figueiredo

Ensino Secundário[editar | editar código-fonte]

  • Escola Secundária c/ 3ºciclo de Maria Lamas
  • Escola Secundária c/ 2º e 3º ciclos de Artur Gonçalves
  • Escola Profissional de Torres Novas
  • Colégio Andrade Corvo

Superior[editar | editar código-fonte]

  • Escola Superior de Educação de Torres Novas (antiga Escola do Magistério Primário para formação de professores, foi extinta em 2015) [12]

Outros[editar | editar código-fonte]

  • GAMEscola - Desenvolvimento de Videojogos e Aplicações
  • Escola Prática de Polícia
  • Centro Reabilitação e Integração Torrejano
  • Conservatório de Música do Choral Phydellius
  • Centro de Estudos Politécnicos de Torres Novas

Artesanato[editar | editar código-fonte]

Apesar da rápida e moderna industrialização, Torres Novas não esqueceu suas raízes, isso reflecte-se no artesanato, especialmente no campo da olaria na aldeia de Argea.

Além da cerâmica, salienta-se os trabalhos em madeira, a renda, o bordado e a pintura ingénua.

Actualmente, existe uma loja no Mercado Municipal, onde os artesãos torrejanos podem expor e vender os seus artigos.

Desporto[editar | editar código-fonte]

Na Cidade de Torres Novas as modalidades mais praticadas são o Futebol, o Basquetebol, a Ginástica, o Atletismo, a Patinagem e o Andebol, destacando-se o CD de Torres Novas pela sua antiguidade, palmares e inúmeras modalidades (Futebol, Basquetebol, Andebol, Tenis, Judo, etc ...). O palmarés do CD Torres Novas, entre muitas outras vitórias, regista vários títulos da 3ª divisão em Futebol, o campeonato da 3ª divisão em Hóquei em Patins, o Campeonato e a Taça de Portugal em Andebol na época de 1981/82, o campeonato nacional da 1ª divisão em basquetebol feminino na época 2009/10 ...

No Futebol o Clube Desportivo de Torres Novas, fundado em 1925, é o clube do distrito que mais participações nacionais tem, atingiu uma vez a actual Liga de Honra, mas esteve sempre entre a 2ª e 3ª divisão, está presente na III Divisão Nacional (série D).

No Basquetebol, apesar de existirem duas entidades a promoverem a modalidade, o Clube Desportivo de Torres Novas e a [[U. D. R. Zona Alta (só com os femininos), é o CD Torres Novas aquele que melhor representa as cores Torrejanas, pois possui masculinos e femininos, já foi várias vezes campeão distrital em todos os escalões, possui uma equipa sénior na Liga Feminina e também já se fizeram representar várias vezes a nível nacional, muitos atletas do clube já foram convocados para estágios da selecção nacional e distrital.

Na Ginástica os dois clubes, e mais recentemente a Casa do Benfica, já obtiveram vários títulos nacionais, e inúmeros títulos distritais. As evidencias dos atletas torrejanos passaram pelo mini-trampolim e actualmente pela ginástica artística, tendo nos últimos anos beneficiado de excelentes condições para a sua prática, aqui se realizando grandes provas nacionais e encontros internacionais da modalidade.

Em Atletismo existem 2 entidades na cidade, a União Desportiva da Zona Alta e o (Núcleo Sportinguista de Torres Novas),que se dedicam principalmente ao meio-fundo devido á ausência de uma pista de tartan no estádio municipal, mas desde recentemente, cada vez mais se vêem atletas torrejanos nos pódios em distritais em provas que requerem mais técnica como no salto em comprimentotriplo-salto e em algumas provas de velocidade com e sem barreiras, apesar de não terem as devidas condições de treino. Na Zona Alta o sector mais fraco é o dos lançamentos, mas o seu palmarés é de meter alguma inveja a muitos clubes nacionais pois só na época 2007/2008 o clube arrecadou o troféu de Campeão do Super Clube distrital em Femininos, e o 3º em Masculinos. Importa realçar que maioria dos seus atletas são do escalão inferior ao de Juvenis (16 anos), sendo um dos clubes mais jovens de Portugal. O clube organiza algumas provas mais prestigiadas em Portugal como as tradicionais corridas de São Silvestre e o Grande Prémio de Santo António. No clube, alguns atletas bateram recordes distritais e já obtiveram alguns títulos nacionais individuais. Actualmente o Núcleo Sportinguista de Torres Novas é o clube do distrito de Santarém com mais atletas federadosFederação Portuguesa de Atletismo. Na época de 2008/09 a Zona Alta conquistou o título de Campeão distrital de Pista Coberta, campeão distrital de corta-mato longo em juvenis e seniores femininos, sendo vice-campeão distrital em juvenis masculinos.

A 15 de Março de 2009 a UDR da Zona Alta faz história, a equipa de juvenis feminina conquista o 3º lugar colectivo no campeonato nacional de corta-mato que decorreu em Castelo Branco, sendo a 1ª equipa do distrito a subir ao pódio numa competição nacional de corta-mato.

Em Patinagem o CD Torres Novas desenvolve a sua activiade nos escalões de formação possuindo já um vasto leque de campeões distritais e regionais.

Gastronomia[editar | editar código-fonte]

gastronomia torrejana é rica e diversificada. Como entradas destaca-se o pão caseiro com queijo de ovelha ou morcela de arroz, a sopa mais tradicional é couves com feijões. Como prato principal podem-se destacar o requentado com bacalhau assado ou petinga frita, as migas à pescador, as enguias do boquilobo, a fataça na telha, e o cabrito assado no forno com batata e grelos.

Para sobremesas e doces pode-se mencionar o bolo de cabeça, as merendeiras das lapas, o doce de amêndoa, e o figuinho de Torres Novas.

As bebidas mais apreciadas do concelho são a aguardente de figo, o vinho tinto caseiro e o abafado de soudos.

Cidades geminadas[editar | editar código-fonte]

Commons
Commons possui imagens e outros ficheiros sobre Torres Novas

Personagens ilustres[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Torres Novas

SENHORA DA HORA - FERIADO - 21 DE MAIO DE 2020

Senhora da Hora

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Portugal PortugalSenhora da Hora 
  Freguesia  
Torresradahora.jpg
Símbolos
Brasão de armas de Senhora da Hora
Brasão de armas
GentílicoSenhorense
Localização
Localização no concelho de Matosinhos
Localização no concelho de Matosinhos
ConcelhoMTS1.png Matosinhos
Administração
TipoJunta de freguesia
PresidenteLeonardo Fernandes
Características geográficas
Área total3,80 km²
População total (2011)30 000 hab.
Densidade7 894,7 hab./km²
Código postal4460 Senhora da Hora
Outras informações
OragoNossa Senhora da Boa Hora
Websitehttp://www.uf-smish.pt/

Senhora da Hora é uma cidade portuguesa do concelho de Matosinhos, com 3,80 km² de área e cerca de 30 000 habitantes[1]. Densidade: 7 301,8 hab/km².

Foi sede de uma freguesia extinta (agregadora) em 2013, no âmbito de uma reforma administrativa nacional, para, em conjunto com São Mamede de Infesta, formar uma nova freguesia denominada União das freguesias de São Mamede de Infesta e Senhora da Hora.[2]

Foi elevada a cidade em 12 de Junho de 2009. A sede da União de Freguesias de São Mamede de Infesta e Senhora da Hora é a Senhora da Hora. Um erro administrativo é que trocou os nomes.

População[editar | editar código-fonte]

População da freguesia de Senhora da Hora[3]
186418781890190019111920193019401950196019701981199120012011
5 1605 8567 4359 94413 32119 98826 54327 747
Distribuição da População por Grupos Etários
Ano0-14 Anos15-24 Anos25-64 Anos> 65 Anos0-14 Anos15-24 Anos25-64 Anos> 65 Anos
20014 5243 75215 7302 53717,0%14,1%59,3%9,6%
20113 9013 18816 7973 86114,1%11,5%60,5%13,9%

Criada pelo decreto lei nº 22.677, de 14/06/1933, com lugares da freguesia de Matosinhos

Geografia[editar | editar código-fonte]

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

Património[editar | editar código-fonte]

Outros locais de interesse[editar | editar código-fonte]

História[editar | editar código-fonte]

Criação da Freguesia[editar | editar código-fonte]

Em 1514, Aleixo Francisco mandou construir uma capela: a capela de Nossa Senhora da Hora. Estavam, assim, lançadas as sementes para a Festa da Senhora da Hora que, durante séculos, e ainda actualmente, trouxe a esta povoação romeiros de toda a região Norte, tal era, e é, a devoção a Nossa Senhora, que segundo consta aqui terá aparecido.

É, pois, neste lugar, que se foi criando a povoação da Senhora da Hora. Povoação esta que, em 1836, foi elevada a sede do concelho de Bouças e três anos mais tarde a Vila de Bouças.

Assim se manteve com tão importante estatuto até 1853, ano em que foi criada a Vila de Matosinhos, para onde foi transferida a sede do concelho.

Em 1893, perto da já referida capela, foi construída a famosa «Fonte das Sete Bicas», sobre a qual está gravado na pedra: "1893 Aqui apareceu Nossa Senhora da Hora, louvado seja o Santissimo Sacramento"

A Vila de Bouças volta então a ser o pequeno e simples lugar da Senhora da Hora, não conseguindo sequer ser freguesia.

Face ao aumento da população, à área ocupada e à industrialização do lugar, no diário do Governo n.º 131-I Série-de 14/06/1933, foi publicado o Decreto de Lei n.º 22:677, que criou a Freguesia da Senhora da Hora, do Concelho de Matosinhos, do Distrito do Porto. Para a concretização do processo para a elevação a Freguesia desta povoação, muito contribuiu e se esforçou o membro substituto da primeira Comissão Administrativa desta Junta, senhor Dr. Rogério Paes da Cunha Prelada, médico, muito carinhoso para com os pobres, o qual foi alvo duma singela mas significativa homenagem de reconhecimento, realizada aquando da passagem do 1º Aniversário da referida elevação (14 de Junho de 1934).

Elevação à Categoria de Vila e depois Cidade[editar | editar código-fonte]

No Diário da República n.º 193-I Série-de 23 de Agosto de 1986, foi publicada a Lei nº. 28/86, que no seu Artigo 2º, alínea b),eleva a povoação da Senhora da Hora à categoria de vila. A iniciativa da proposta para a publicação desta lei deve-se aos membros do Grupo Parlamentar do PPD/PSD, com assento na Assembleia da República, nas pessoas dos senhores deputados Eng. Domingos Silva Sousa, Arlindo da Silva, André Moreira e outros, do Executivo da Junta, da Assembleia de Freguesia, da Câmara Municipal de Matosinhos e, finalmente, da própria Assembleia da República, cujos órgãos envidaram esforços nesse sentido e foram unânimes em reconhecer que a Senhora da Hora era merecedora de tal distinção face à evidente forma sintomática e inequívoca dos pressupostos exigidos para a sua ascensão a esta categoria. No dia 12 de junho de 2009 a Vila da Senhora da Hora foi elevada a categoria de cidade após votação na Assembleia da República. Além de Senhora da Hora, também outras cidades, como Borba, foram eleitas como cidades a 12 de Junho.

Situação Geográfica[editar | editar código-fonte]

Freguesia situada no Norte de Portugal, no distrito do Porto, a três quilómetros, a Este do centro da sede do Concelho de Matosinhos, tendo como confrontos as seguintes freguesias, a NorteCustóias e Guifões; a Leste, S. Mamede Infesta; a Oeste, Matosinhos; a SulRamalde e Aldoar, sendo estas duas últimas, da cidade do Porto.

Área Geográfica[editar | editar código-fonte]

Após a publicação do decreto-lei n.º 31933 no Diário do Governo-I Série-N.º 66, de 21 de Março de 1942, que estabelece os seus limites, a sua área geográfica comum da Freguesia da Senhora da Hora ficou definida em 380 hectares.

Demografia[editar | editar código-fonte]

A população de facto, ou presente, e a estimada é a seguinte: Censos (ano de 1991) = 19608 habitantes; Recenseamento Eleitoral (1997) = 17482 recenseados; Estimada (+/-) = 27500 habitantes.

Criação do Brasão, Bandeira e Selo Branco da Freguesia[editar | editar código-fonte]

Da autoria do membro do executivo desta Junta, já falecido, Sr. Carlos Alberto da Silva Costa (APU), foi apresentado em 1981 um esboço do desenho do brasão e da bandeira para apreciação o qual, depois de sofrer várias alterações, foi aprovado em 4 de Fevereiro de 1982, tendo sido submetido a ratificação da Assembleia de Freguesia em 29 de Março de 1982, e em 10 de Outubro de 1991, foi solicitado o parecer à Comissão de Heráldica, a qual deu o seu parecer em 6 de Fevereiro de 1995,nos termos da lei nº53/91, de 7 de Agosto, introduzindo-lhe novas alterações, as quais foram executadas pelo Sr. Dr. José Luís Guedes Barreira, residente em Rio Tinto, que anuiu gentil e graciosamente ao nosso pedido. Em 21 de Fevereiro de 1995, o parecer da Comissão de Heráldica dos Arqueólogos Portugueses foi aprovado pela Junta e em 27 de Abril de 1995 pela Assembleia de Freguesia. Em 20 de Março de 1996, na página 5079, do diário da república - III série -Nº68-, foi publicado o edital que torna público a aprovação definitiva do BrasãoBandeira e Selo Branco desta Junta de Freguesia.

Brasão, Bandeira e Selo Branco[editar | editar código-fonte]

Brasão: Escudo de prata, chafariz de azul, com alçado com sete bicas dispostas em faixa, donde corre água; em orla, uma grinalda de folhas de planta, de verde. Coroa mural de prata de quatro torres. listel branco, com a legenda a negro, em maiúsculas: "SENHORA DA HORA". O chafariz conhecido pela Fonte das Sete Bicas, constitui o verdadeiro "ex-libris" desta terra sendo local de um antiquíssimo culto aquífero, representando de azul numa alusão à lealdade e nobreza das suas gentes.

Bandeira: Esquartelada de verde e branco. Cordão e borlas de prata e verde. Haste e lança de ouro. O verde recorda a mancha verdejante de outrora, sendo o esmalte da abundância, da esperança e da liberdade. A prata, de branco por se tratar de tecido, representa o seu subsolo rico em caulinos e granitos, significando a riqueza do trabalho executado e a humildade com que é desenvolvida.

Selo Branco: Circular, com as peças do escudo sem a indicação de cores e metais, tudo envolvido por dois círculos concêntricos, onde corre a legenda: "Junta de Freguesia da Senhora da Hora - Matosinhos".

Das Velhas Capelas à Nova Igreja[editar | editar código-fonte]

Capela de Nossa Senhora da Hora

Foi mandada construir em 1514, no Monte do Viso, no local chamada Mãe de água, pelo mareante matosinhense Aleixo Fernandes que, como sua, a administrou por um período de trinta anos. A partir de 1544 passou ser dirigira por devotos até que, em 1705, assumiu a sua gerência, Romualdo de Almeida Cabral, sargento-mor dos Terços Auxiliares da Cidade do Porto, tendo-lhe sucedido Miguel de Almeida. A citada Capela da Senhora Hora, contém uma torre sineira e um relógio e está situada na Avenida com o mesmo nome.

Capela Antiga

Está localizada nas traseiras da Capela da Senhora da Hora, bastante envelhecida pelo tempo, com uma porta virada para a Avenida e da qual se ignora o seu orago, mas que o povo vulgar e popularmente lhe chama Capela da Senhora da Penha. Em 1995, por louvável iniciativa paroquial, iniciaram-se umas obras de recuperação desta Capela, cujo Templo data do século XVI e que possuí um altar em estilo barroco sanjoanino, e se encontrava ao completo abandono e a ameaçar ruína.

Nova Igreja

Perante o insuficiente espaço físico da Capela para acomodar os fiéis no seu interior, foram congregados esforços e surgiram enormes boas-vontades que animaram e incentivaram o seu Pároco - Rev. António Gonçalves Porto - a construir uma nova igreja. Da comissão de Angariação de fundos «P’rá Nova-Igreja» destaca-se, entre outras, a figura da D. Ana da Mota Mendonça nobre senhora que acabou por se salientar como sendo a maior benfeitora da obra. Assim, em 2 de Maio de 1953, o Bispo do Porto, Sr. D. António Ferreira Gomes, benzeu, solenemente, a primeira pedra, cujo projecto de arquitectura moderna, da autoria do Arquitecto Paulo Sampaio, foi acompanhado e orientado pelo Prof. Eng.º Barbosa de Abreu. Cinco anos mais tarde, em Maio de 1958, era inaugurada, pelo mesmo Bispo que lançou a primeira pedra, a Cripta. A 11 de Fevereiro de 1963, o Padre António Gonçalves Porto, benzeu a nova igreja e, por coincidência, celebrava a primeira missa a assinalar o sétimo dia do falecimento daquela que foi a sua grande entusiasta e benfeitora - D. Ana da Mota Mendonça. Em 1968, nas celebrações do cinquentenário da paróquia com a sagração do altar-mor, foi concluída a nova Igreja. Posteriormente foi construído, nas traseiras da Igreja, um edifício destinado ao Salão Paroquial, com diversos gabinetes para os seus serviços administrativos de apoio às atividades eclesiásticas e de guarda das alfaias religiosas.

Orago e Festa Anual[editar | editar código-fonte]

Nossa Senhora da Hora (Padroeira da Freguesia). Dia (móvel) da festa anual: 5ªFeira da Ascensão.

A Senhora da Hora, depois de ter sido elevada à categoria da Freguesia, viu difundir-se extraordinariamente a devoção à sua padroeira, cuja reputação ultrapassou as próprias fronteiras e das terras mais distantes do país ocorriam inumeráveis peregrinos à ermida para deporem aos pés da Virgem dos Milagres as ofertas prometidas em horas aflitivas. No aprazível recinto fronteiro à Capela, os vendeiros e feirantes erguiam as suas improvisadas tendas e os donos dos engenhos recreativos estendiam as suas máquinas de diversão, cavalinhos, aviões, carroceis etc., que alegravam os romeiros. As moças, por sua vez, bebiam a água "milagrosa" da Fonte das Sete Bicas, que tem um caudal com uma pujança assombrosa mas sem virtude alguma, ficando convictas de que isso lhes garantiria para breve o almejado matrimónio. A referida fonte foi construída no ano de 1893, sem quaisquer características arquitectónicas que mereçam especial referência, onde tem esculpidos, em baixo relevo, os seguintes dizeres:

"1893
aqui apareceo Nossa Senhora
da Ora louvado seja o
Santíssimo Sacramento"

Por sua vez as mães, no dia da festa, no momento da elevação das hóstias e calix da missa, davam a beber aos seus filhos pequenos, um "remédio", de fabrico caseiro, com a suposta virtude de os imunizar das maleitas da epilepsia ou da gota. No final da cerimónia e depois de darem três voltas á capela, os familiares da crianças e a maioria dos romeiros iam, felizes, com a cesta do farnel expandir a sua alegria e "matar a fome" provocada por tão longa jornada, levando no seu espírito folgazão a vontade de voltar no ano seguinte. Nos dias de hoje e desde há uns anos atrás, a romaria da Senhora da Hora deixou de ter o brilhantismo de outrora caindo em profundo desuso por parte dos romeiros que todos os anos a visitaram dando-lhe enorme vivacidade e grande brilhantismo, o que nos leva a pensar que dentro de alguns anos, a continuar o desinteresse e a desmotivação, esta apenas se limitará às festividades religiosas em honra da padroeira, pelo que se perderá, irremediavelmente, toda a tradição de grande romaria. A falta de espaço físico para a montagem das diversões, a inexistência de raiz da nova população, os enormes encargos financeiros com a sua realização, a proximidade de data com inicio das festas ao Senhor de Matosinhos e o desinteresse dos agentes económicos e dos habituais promotores das festividades, são as causas mais diretas que inviabilizam a realização de uma festa digna e que outrora tanto prestígio teve.

Parque de Jogos Manuel Pinto De Azevedo e Centro Cultural (também conhecido por Físicos)[editar | editar código-fonte]

Este parque desportivo surgiu mercê da tutela da Empresa Fabril de Norte após a criação do Clube de Desportos e Educação Física do Norte em 1 Março de 1948, tendo saído da enorme boa- vontade de servir o desporto amador nas modalidades de Basquetebol, Voleibol Hóquei em Patins, Ténis de Mesa, Ciclismo, Boxe, e, mais tarde, o Andebol de sete no qual se destacam os nomes dos seus apaniguados e saudosos dirigentes fundadores, senhores Eng. Alberto Mendonça e José da Silva Santos, (grande entusiasta do basquetebol), os quais tiveram boa receptividade e acolhimento por parte da administração daquela conceituada empresa têxtil, destacando nesta os senhores Manuel Pinto de Azevedo, o Eng. Luís Delgado dos Santos e o Sr. João Mendonça, os quais apadrinharam a ideia e lhe deram corpo, tendo decidido mandar construir, num terreno de sua pertença, situado no gaveto da Av. Fabril do Norte com a Rua de Lagos, desta freguesia, um magnífico campo de jogos ao ar livre, com um campo retangular com as medidas de 40x20 metros, uma bancada com cerca de 1200 lugares sentados, balneários, sanitários e um edifício para a sede social do referido clube, que chegou a ter mais de 650 associados, cujo complexo social e desportivo, projectado pelo Sr. Arq. José Oliveira, foi inaugurado em 1 de Maio de 1952 e ao qual foi dado, mais tarde, o nome do saudoso benemérito - o Sr. Manuel Pinto de Azevedo - destinando-se o mesmo para convivência e sã camaradagem dos seus trabalhadores (que eram cerca de 2100), através da prática do desporto, o qual, durante bastantes anos, foi considerado como sendo um dos mais prestigiados clubes nas modalidades praticadas pelos seus briosos atletas, designadamente de basquetebol, que chegou a conquistar o título de campeão nacional da II.ª divisão, de Hóquei em Patins e outras, tendo contribuído com alguns dos seus atletas destas modalidades para as nossas seleções distritais e nacionais. Mais tarde, em meados da década de 80, em consequência das dificuldades económico-financeiras da Empresa e por várias questões multifacetadas da vida portuguesa, a mesma decidiu alterar o seu contexto sócio-económico procedendo à venda dos seus terrenos, em cujo processo entrou em negociações a Câmara Municipal de Matosinhos, tendo ficado assente que o terreno e as instalações do complexo desportivo do "Educação Física do Norte" ficaria da posse do Município, o qual, por sua vez, decidiu, em 28 de Março de 1984, que a administração das instalações da sede passassem para a alçada da Junta de Freguesia da Senhora da Hora. Extinguiu-se desta forma o tão prestigiado e saudoso Clube (Físicos, como era conhecido), dando lugar, mais tarde, as suas modelares mas já degradadas instalações, à continuação da prática desportiva de manutenção física e o respectivo edifício da sede social à ministração de aulas de ginástica, ballet e de Karaté após as óbvias benfeitorias de obras de construção civil então efetuadas. Posteriormente, a Junta de Freguesia decidiu mandar remodelar o complexo desportivo dotando-o com dois campos de ténis, um novo recinto desportivo, dois novos balneários de apoio, um novo sistema de aquecimento de águas para os banhos; esses melhoramentos foram inaugurados em 28 de Outubro de 1989. Em Maio de 1992 foi inaugurada a nova luz artificial nos campos de ténis e nos recintos desportivos e ainda um parque infantil, o que se traduz num apreciável esforço financeiro da autarquia local a bem do desporto e da cultura. Dentro deste espírito sócio-cultural e aproveitando as estruturas existentes, a junta deliberou também remodelar as instalação da antiga sede, criando no seu interior, com alargamento para a parte posterior, um novo bloco para balneários para uso dos praticantes das já referidas modalidades. Essas instalações foram denominadas de "Centro cultural da Senhora da Hora".

Museu de Jazigos Minerais Portugueses[editar | editar código-fonte]

Sediado nas instalações do Laboratório do Instituto Geológico e Mineiro, este espaço museológico apresenta uma das melhores e mais representativas coleções nacionais das principais jazidas minerais portuguesas.

Da pirite alentejana ao volfrâmio da Panasqueira, passando por muitos outros jazigos minerais, como o ouro de Jales ou o urânio da Urgeiriça, este museu presta uma particular atenção à vizinha exploração de Caulino da Senhora da Hora.

Além dos exemplares de minerais, este espaço museológico apresenta também alguns achados arqueológicos, testemunhos da atividade mineira no nosso País, através dos tempos.

Museu Vivo do Milho e do Linho[editar | editar código-fonte]

(Rancho Folclórico Paroquial do Padrão da Légua)

Concelho predominantemente rural até finais do Séc. XIX, Matosinhos lançou bem fundas as raízes da sua génese e desenvolvimento na prática e vivência agrícola. Marcando o ritmo de praticamente toda a população, as sementes, a vindima, as feiras agrícolas, as desfolhadas do milho ou a espadelada do linho assinalavam diferentes épocas do ano. Do mesmo modo que a ordenha das vacas, as regas, a confecção das alfaias ou o levar dos animais ao pasto ritmou o dia-a-dia do concelho durante séculos. As profundas implicações económicas, sociais e culturais deste modo de vida não deixaram de se reflectir, nas tradições etnográficas e no património histórico-cultural do concelho.

Desde os anos 80 que a preservação desta importante componente da nossa Memória Colectiva vem sendo incentivada e desenvolvida pelo Rancho Folclórico Paroquial do Padrão da Légua. Um programa em torno do milho (do cultivo à confecção de pão), permitiu um levantamento exaustivo das diferentes fases do trabalho, das tradições associadas a esta prática agrícola, e uma significativa recolha de alfaias e de outros elementos da cultura material ligados ao seu cultivo e tratamento.

O resultado desse programa e recolhas originou uma significativa coleção que encontra agora, com o apoio da Câmara Municipal de Matosinhos, um espaço para a sua permanente exibição pública.

Referências

  1.  «População residente, segundo a dimensão dos lugares, população isolada, embarcada, corpo diplomático e sexo, por idade (ano a ano)». Informação no separador "Q601_Norte". Instituto Nacional de Estatística. Consultado em 21 de Março de 2014Cópia arquivada em 4 de dezembro de 2013
  2.  Diário da República, 1.ª Série, n.º 19, Lei n.º 11-A/2013 de 28 de janeiro (Reorganização administrativa do território das freguesias). Acedido a 21 de março de 2014.
  3.  Instituto Nacional de Estatística (Recenseamentos Gerais da População) - https://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_publicacoes
  4.  www.portugalio.com. «Escola Básica da Barranha, Senhora da Hora, Matosinhos». Consultado em 28 de novembro de 2013

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