Caro Dr. António Costa, o país não o escolheu para primeiro-ministro!
Imagem retirada de "O Diabo"
Acabei de ouvir estupefacta as declarações de António Costa e pergunto-me: mas que alucinogénio é que este tipo anda a tomar?
Eu, comum eleitora, vejo as coisas da seguinte forma:
- O P.S. não ganhou
Logo o alienado António Costa não foi escolhido como
primeiro-ministro, muito menos a desassossegada Catarina Martins ou o
apático Jerónimo Martins.
- Os portugueses não escolheram um governo de esquerda
Ninguém pode escolher uma coisa que não é colocada como opção.
Nunca, em momento algum do frouxo debate político, se aventou a
hipótese de um governo coligado à esquerda. Se o António, a Catarina e o
Jerónimo conspiravam essa solução deveriam ter-se candidato coligados
como o fizeram o P.S.D. e o C.D.S..
- Os portugueses não votaram a mudança
Como todos sabemos, a escolha que havia a fazer era entre o governo
atual e um regresso ao passado socrático que a todos nos envergonha. Na
prática, os partidos em disputa eram a coligação P.S.D./C.D.S. e o
P.S.. Todas as outras forças políticas eram apenas figurantes.
À esquerda do P.S. a disputa fazia-se entre o bafiento partido
comunista, com os seus funcionários burocráticos disfarçados de
operários, e o Bloco de Esquerda, com seus protagonistas de
griffe disfarçados de rebeldes de classe média.
O B.E. ganhou à C.D.U. (eventualmente resgatando simpatizantes do P.S.).
O B.E. não ganhou à P.A.F.!
Volto a repetir: os eleitores que responsavelmente se deslocaram às
urnas não receberam um boletim com duas quadrículas, mas sim uma lista
imensa de possibilidades que incluam lunáticos, desconhecidos,
periquitos e papagaios. Quem não votou na P.A.F. não votou, por defeito,
em todos os outros partidos que lá estavam; escolheu um partido entre
tantos, não necessariamente o P.S., a C.D.U. ou o B.E..
- As eleições legislativas são a escolha de um primeiro-ministro
Vamos às urnas escolher uma personalidade para liderar um governo
mais do que um conjunto semi-anónimo de deputados vinculados a um
partido. Quem vota escolha um líder e o António Costa não revelou
carisma, força ou fibra para que os cidadãos deste país resgatado o
elegessem como alternativa a Passos Coelho.
Caro Dr. António Costa, o país não o escolheu para primeiro-ministro!